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Voo da Águia: E agora Rui, vitória?

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Nenhum benfiquista precisaria dos dons adivinhatórios de Nostradamus para perspetivar este início de época tão amargo. A análise é até muito simples e sem complexidade de maior: falta qualidade que disfarce as debilidades do treinador.

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Hoje, o plantel do Benfica tem menos soluções. Evidentemente substituir Ederson, Lindelöf e Nélson Semedo seria sempre uma tarefa complexa, todavia, a abordagem ao mercado foi tão incompetente que me faz relembrar outro Benfica – aquele que julgava fazer parte de um obscuro e distante passado.

Na baliza do tetracampeão paira hoje a incerteza consequente da ausência do seu meritório dono e a estranha fé ortodoxa dos benfiquistas em Svilar diz mais da sua concorrência do que do miúdo belga. Da mesma forma que ninguém coloca em causa a abnegação e o benfiquismo de André Almeida, essas indiscutíveis virtudes não chegam quando a restante defesa, por si só, já carece de mais-valia. Por outro lado, crónica preocupação em torno de Luisão, que se perpétua época após época com reconhecidos méritos nas últimas quatro temporadas, acaba por ser um problema menor quando a dificuldade está em encontrar o parceiro mais digno para que dancem convenientemente este tango – tango lembra-me a Argentina, Argentina que me lembra Garay, Garay que me lembra a Tamar… OK, paremos por aqui!

Dito isto, parece consensual, mesmo no seio dos vieiristas da nação encarnada, que o grande problema redunda no treinador. Li, não há muito tempo, a metáfora que melhor ilustrava a ausência de competências de Rui Vitória no plano tático: resumindo, as orientações do técnico assemelham-se a um saco de plástico largado ao sabor do vento, leia-se ao sabor do jogo. Se no passado os luxuosos plantéis ajudaram Rui Vitória a destacar-se da concorrência, atualmente, e quando só o cunho do treinador conseguiria equilibrar este mau momento, fomos vergonhosamente atropelados em Basileia (!), perdemos pontos de forma inexplicável e as exibições roçaram o ridículo. Vieira e a cúpula diretiva não estão isentos de responsabilidades, como é óbvio, e nem as contas apresentadas com pompa e circunstância salvam a imagem da péssima planificação da época do tão almejado penta. Posso concluir que é o desinvestimento mais caro da nossa história, já que as perdas são em toda a linha significativas.

O futuro apresenta-se negro e os próximos jogos poderão representar o xeque-mate final. E agora Rui, vitória? A tal vitória que catapulte a equipa para níveis de estabilidade emocional bem diferentes dos atuais, já que, a meu ver, a voz do treinador perdeu definitivamente peso no balneário.

Neste meu regresso à página Domínio e Bola achei por bem criar a rubrica “O Benfica manda nisto tudo”, uma vez que o tetracampeonato do Benfica promoveu a bela e romântica fábula entre o dragão faminto do norte e o leão lisboeta que não é rei há largos anos. Escusado será dizer que o leão ainda acredita no canto da sereia, sem perceber que no final será o prato principal do agora revigorado dragão. Em relação ao tema, é de assinalar a conivência do Tribunal da Comarca do Porto – cidade, tentemos distinguir – no caso dos sobejamente conhecidos emails. Que o Porto Canal, ou seja, o Futebol Clube do Porto, divulgue conteúdos que de alguma forma tentem fazer prova de esquemas ilícitos por parte do Benfica, independentemente da forma, só posso concordar. No entanto, os mexericos que envolveram bruxos, o craque Bernardo Silva e outros fait divers não pretendem nada além de manchar o bom nome do Sport Lisboa e Benfica. O próprio mau momento desportivo do plantel sénior de futebol prova algo que é factual: trabalho, talento e perseverança, esses sim, decidem campeonatos.

 

Autor: Jaime da Silva Moreira

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