André Villas-Boas explicou por que razão o FC Porto fixou em 20 milhões de euros a cláusula de rescisão de Francesco Farioli e deixou fortes elogios ao treinador italiano, que considera uma das peças-chave do projeto azul e branco.
O presidente do FC Porto recebeu no Estádio do Dragão o ‘The Obi One Podcast’, apresentado pelo antigo internacional nigeriano John Obi Mikel e pelo jornalista britânico Chris McHardy, e falou abertamente sobre a sua experiência à frente do clube.
André Villas-Boas admitiu que o início do seu mandato foi particularmente exigente do ponto de vista desportivo e resumiu essa fase de forma clara: “Foi difícil até encontrar Farioli”.
O tema da cláusula do treinador italiano surgiu quando Villas-Boas foi recordado da própria saída do FC Porto para o Chelsea, em 2011, quando o clube londrino pagou 15 milhões de euros para o contratar.
O presidente dos dragões explicou então que Farioli está protegido por um valor ainda superior.
“É um pouco mais caro do que eu era quando fui para o Chelsea. A cláusula dele é de 20 milhões de euros. Grandes profissionais, com muito talento, valem muito dinheiro. Por isso fixámos uma cláusula de 20 milhões de euros”, afirmou Villas-Boas.
Francesco Farioli chegou ao FC Porto em 2025 e tornou-se o quarto treinador da presidência de André Villas-Boas, depois de Sérgio Conceição, Vítor Bruno e Martín Anselmi.
A aposta no italiano acabou por ser reforçada em janeiro deste ano, quando o FC Porto anunciou a renovação do contrato de Farioli até 30 de junho de 2028.
Villas-Boas falou ainda sobre o caminho que o levou à presidência dos dragões e revelou que a ideia começou a ganhar força quando ainda treinava o Zenit.
“Era o meu destino. Isso começou quando eu treinava o Zenit. Uma funcionária do FC Porto mandou-me uma mensagem a dizer que, um dia, eu seria presidente do FC Porto. A mensagem mexeu muito comigo. A partir daí fui assimilando cada vez mais essa ideia.”
O dirigente recordou depois a candidatura de 2024 e explicou qual continua a ser o seu principal objetivo no cargo.
“O FC Porto pertence aos sócios e eu candidatei-me em 2024 contra um presidente histórico que ganhou todos estes magníficos troféus. Ganhei as eleições e o meu propósito é servir o FC Porto e deixá-lo melhor do que estava quando assumi. Seria mais um sonho realizado.”
Questionado sobre as diferenças entre ganhar como treinador e como presidente, Villas-Boas deixou ainda uma comparação curiosa.
“Como presidente sentes mais alívio, como treinador participas mais no processo. Como treinador o envolvimento direto nas táticas e nos treinos traz mais prazer imediato. Como presidente sente-se mais alívio, ansiedade e uma grande responsabilidade por servir os sócios e gerir a instituição.”




