O diretor desportivo do Sporting CP, Hugo Viana e um elemento da segurança do SL Benfica, envolvidos em confusão no túnel do estádio da Luz, após o término do derbi do passado domingo.

Depois do jogo terminar e já no acesso aos balneários foi audível na transmissão televisiva da BTV um sururu, quando esta se preparava para dar início às entrevistas rápidas que sempre acontecem depois dos jogos.

Na altura Rúben Amorim, quem se aprestava para fazer uma primeira análise ao empate, foi interrompido perante a confusão gerada. A emissão do canal de televisão dos encarnados, que transmitiu o encontro, passou então da zona de entrevistas rápidas, que se situa ao fundo do túnel, para o relvado e com imagens de lances do jogo.

Ninguém esclareceu o que se estava a passar, nem na altura nem mais tarde, mas o jornal A Bola avança que a confusão envolveu o diretor desportivo do Sporting, Hugo Viana, e o responsável pela empresa que trata da segurança do Estádio da Luz, Paulo Magalhães.

O delegado da Liga e as autoridades policiais assistiram ao desentendimento e à confusão gerada, pelo que será natural que a situação conste dos respetivos relatórios, o que poderá levar a consequências para os intervenientes.

Já com tudo sanado, e perante os jornalistas na sala de Imprensa da Luz, Rúben Amorim foi questionado sobre o sucedido no túnel, desvalorizando a situação e remetendo explicações adicionais para… a Polícia de Segurança Pública.

«São coisas que acontecem num túnel num dérbi e está lá a polícia para ver o que se passou, não vou estar aqui a comentar e a aumentar um problema», disse o técnico sportinguista, sem querer entrar em grandes pormenores sobre o assunto.

«Acontece, as duas equipas querem ganhar e nada mais do que isso», acrescentou ainda o treinador da equipa verde e branca.

O castigo mais pesado de situações que ocorreram no túnel do estádio da Luz foi aplicado a Hulk, ex-jogador do FC Porto. Em declarações ao FC Porto tv, Hulk recordou em 2020 o que se passou no túnel da luz em 2009.

“O que aconteceu no túnel é frequente, as discussões… até hoje não consegui entender o que fizeram comigo e com o Sapunaru, três meses, 21 jogos de castigo, foi muita coisa, quase uma época inteira. A sorte foi o FC Porto ter uma equipa boa e fazer muitos jogos em todas as competições, e assim ainda deu para jogar, mas mesmo assim foi duro ficar 18 jogos de fora, depois fui absolvido. Não entendi até hoje. Desde que voltei a jogar nessa altura até 2012, acho que não perdi nenhum jogo do campeonato. Essa situação fortaleceu-me. Não desejo a nenhum jogador o que me aconteceu, Deus é tão bom, já que depois a tive oportunidade de voltar ao mesmo estádio e ganhar um título inédito, comigo a marcar”, lembrou.

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