Escrito por: Duarte Pernes

E de repente o campeonato ganha outra vida. O vencedor antecipado desde há umas semanas a esta parte escorregou e no clássico entre dragões e águias, afinal, já não se assistirá a um embate em que apenas a honra e a autoridade moral dos dois emblemas estão em causa. O que passa a entrar em equação é a decisão do título de campeão nacional.

Para o FC Porto as contas são fáceis de se fazer. A vitória, e a consecução dos três pontos por inerência, é o único cenário que verdadeiramente interessa. Para além disso, restará uma última jornada de grau de dificuldade elevado, com os dragões a visitarem a Mata Real, onde mora um Paços de Ferreira sensacional. Em suma, pela frente está uma ponta final terrível que exigirá dos homens de Vítor Pereira uma entrega e compromisso totais. Depois de muito esperar, finalmente surge uma oportunidade para os azuis e brancos passarem para a frente e demonstrarem ser melhores do que o seu rival de sempre esta época.

A conquista do título é, por isso, fundamental, muito embora uma derrota também não deva ser visto como algo de trágico. A história do Porto é maior do que qualquer jogo, por mais importante que ele seja, e os prognósticos de fim de ciclo, avançados por várias vezes nos últimos trinta e um anos, já por outras tantas ocasiões foram desmentidos desportivamente, com o mérito e determinação que nos caracterizam e de que tão bem nos recordamos.   

Além daquilo que compete aos profissionais do FC Porto mostrar dentro das quatro linhas, o público portista terá igualmente um papel muito importante a desempenhar. A enchente, como é habitual, está garantida, mas só isso não chegará. É preciso que todos estejamos unidos, é impreterível que se recupere o velho espírito das Antas e se crie um ambiente de comunhão total entre equipa e adeptos. Sábado jogamos todos, meus caros portistas. Não são eles, somos nós! Não são onze, somos doze! Na realidade, somos cinquenta mil, só que enquanto uns estarão na bancada, outros vão para o relvado. E quando o apito inicial for dado, aos jogadores será pedido mais uma alegria, mais uma vitória. Como sempre, aliás, não estou propriamente a afirmar nada de novo, mas desta vez é de uma forma especial, a fazer lembrar aquelas tardes e noites inesquecíveis que não nos fazem amar mais este clube, mas que nos enchem de orgulho e alegria. Vocês, meus campeões, poderão contar connosco incondicionalmente. Vocês são o orgulho de todos nós!          

 

Saudações

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