alt

Escrito por: Duarte Pernes

 

Nesta reabertura de mercado ressurgem os rumores sobre vendas e compras nos clubes de futebol em geral. No caso particular do FC Porto, a aquisição de Ricardo Quaresma é um dado adquirido, ao qual falta apenas a formalidade da oficialização do acordo. Olhando para o plantel azul e branco, o Harry Potter viria, à partida, encaixar que nem uma luva posicionalmente, já que aos dragões falta um extremo de qualidade indubitável.

Dito isto, está por aferir em que condições chega aquele que, em tempos idos, deliciava as bancadas de qualquer estádio onde jogava. Após passagens por Itália, Inglaterra, Turquia e Emirados Árabes Unidos, as dúvidas em torno da forma física de Quaresma são legítimas e, para além disso, há que contar com as suas por demais conhecidas doses extra de impetuosidade e irreverência. Na verdade, o regresso de Quaresma ao futebol português faz-me lembrar um pouco o périplo de Romário pelos clubes do Rio de Janeiro na fase descendente da sua carreira. Mas isto não é o brasileirão, com o devido respeito.

Por outro lado, também é um facto que este poderá muito bem ser o seu último grande desafio e ou agarra a oportunidade, ou estará condenado a terminar sem glória uma carreira que, ainda assim, poderia ter sido preenchida com um brilho bem maior. Relativamente ao Porto, como referi, é pacífica a ideia de que é necessário mais um extremo. E é necessário não para fazer banco – quantitativamente existem quatro jogadores para essa posição, o que é mais do que suficiente -, mas para ser titular e pegar de estaca no onze, acrescentando algo que nenhum dos outros tem. Resta esperar e desejar que Quaresma volte, de facto, a aproximar-se do que foi entre 2004 e 2008.

De resto, tão importante como quem chega, para mim, é ver definitivamente clarificada a situação de Fernando. É sabida a importância do Polvo no futebol portista e o anúncio da sua renovação fará respirar de alívio qualquer adepto. Mesmo sabendo que é praticamente certa a sua permanência até final da época, o facto de Fernando poder desde já definir o seu futuro, partindo a custo zero para outras paragens no Verão, não deixaria de causar um problema futuro delicado à estrutura azul e branca. Renovar com o agora luso-brasileiro é, portanto, algo de prioritário nesta altura.

Por fim, fala-se da possibilidade de Otamendi sair para o Mónaco e há ainda as delicadas situações dos putativos mundialistas, que querem jogar a todo o custo. No primeiro caso, a perda do argentino pode ser compensada com a titularidade de Maicon e o retorno de Abdoulaye do empréstimo. Vejo em Otamendi enormes qualidades, mas também compreendo o interesse do Porto em aproveitar aquela que pode ser uma oportunidade de negócio interessante. Já quanto aos jogadores que querem mais tempo de jogo (com Quintero e Defour à cabeça), é um caso para a SAD e Paulo Fonseca gerirem com pinças. A propósito deste último ponto, estranho o facto de não haver ninguém interessado em saber o estado de espírito de determinados atletas de outros clubes, também eles pouco utilizados. O aeroporto da Portela não tem as mesmas acessibilidades do Sá Carneiro, talvez isso justifique alguma coisa.


Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.