O TAD suspendeu o castigo de um jogo aplicado a João Palhinha, em janeiro devido ao quinto cartão amarelo visto pelo jogador do Sporting contra o Boavista, castigo que nunca chegou a cumprir contra o Benfica devido à providência cautelar apresentada no Tribunal Administrativo do Sul (de Portugal).
O médio apresentou uma providência cautelar no Tribunal Central Administrativo do Sul, para suspender a eficácia do castigo, acabando por ser utilizado pelo treinador ‘leonino’, Rúben Amorim, na vitória frente ao rival Benfica, por 1-0, no dérbi da 16.ª jornada da I Liga, a partir dos 61 minutos, depois de ter começado no banco de suplentes o encontro disputado em 01 de fevereiro.
Na interpretação da decisão arbitral hoje divulgada, o TAD considera que “resulta claríssimo, por tudo quando o Colégio Arbitral não disse e por tudo quanto o Colégio Arbitral disse, que não houve – nem podia haver – qualquer anulação do cartão amarelo exibido pelo árbitro Fábio Veríssimo ao Demandante [João Palhinha]”.
De acordo com este mesmo esclarecimento também “resulta claríssimo, isso sim, que o que o Colégio Arbitral decidiu foi que tal cartão amarelo – face ao teor da referida pronúncia formalmente solicitada ao árbitro Fábio Veríssimo e embora por este efetivamente exibido durante o jogo ‘sub judice’ [em julgamento, frente ao Boavista] – não pode integrar a hipótese, a previsão, o ‘tatbestand’, a ‘facti species’ [a aparência de facto] da norma sancionatória tipificada no artigo 164.º, n.º 7, do RDLPFP [Regulamento Disciplinar da Liga de clubes], não devendo, portanto, produzir quaisquer efeitos no âmbito desta mesma norma sancionatória”.
Assim que foi confirmada esta decisão, fonte ligada ao processo afirmou que a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) iria recorrer, como tem feito sempre que as decisões lhe são desfavoráveis, em apelos que podem passar, primeiro, pelo Tribunal Central Administrativo do Sul e, em última instância, pelo Supremo Tribunal de Justiça.
João Palhinha não voltou a ser admoestado desde o referido cartão amarelo, em 26 de janeiro.





Ainda não há comentários. Sê o primeiro!