Escrito por: João Pereira

Domingo, o Benfica ultrapassou um dos grandes obstáculos que teria de encontrar na luta pelo título de campeão nacional. Num derby que se esperava intenso, com um Sporting motivadíssimo e a subir de forma, não se poderia esperar menos que enormes dificuldades. E, de facto, foi um jogo de muita luta, com poucas oportunidades mas com as equipas a lutarem muito pela vitória. Um Sporting muito irrequieto e mexido causou problemas a um Benfica que não conseguiu impor totalmente o seu habitual estilo de jogo.

A primeira parte estava a ser dividida, com a equipa do Benfica a entrar visivelmente nervosa e “adormecida”. Maxi Pereira e Melgarejo fizeram um jogo muito fraco, não entendi a opção de não colocar, num jogo como este, André Almeida a titular, dava mais segurança ao flanco e pouparia Maxi, que será forçosamente titular na Turquia pois o jovem português cumprirá castigo. No entanto, o golo surgiu o que fez com que a equipa ficasse mais tranquila e confiante a partir daí. Na segunda parte, a equipa entrou de novo amorfa, quando não o deveria ter feito, pois permitiu ao Sporting dividir o jogo e um golo dos de Alvalade seria quase sinal de perda de pontos. Aí surgiu o génio de Gaitán, que já tinha feito a assistência para o primeiro golo. O argentino iniciou e inventou aquilo que foi uma autêntica obra de arte, um golo fantástico quando a toada morna e equilibrada do jogo nada o faria prever. Aí, o Benfica pôde descansar e a vitória ficou praticamente assegurada. Contudo, ficou na retina o que já há muito tempo tenho dito e mais uma vez insisto, o Benfica em 4-4-2, contra equipas mais fortes, é totalmente engolido no meio-campo. Matic foi enorme e é o nosso bombeiro de serviço e disfarça essa lacuna, mas se o sérvio falha, o miolo fica ainda mais comprometido do que normal.

Quanto à tão falada actuação do árbitro e aos quatro penáltis reclamados, tenho a seguinte opinião: no primeiro, Garay não faz qualquer falta sobre o avançado holandês do Sporting, faz um carrinho ao lado dele sem provocar qualquer falta; no segundo, Maxi está de costas, Capel surge rapidíssimo e Maxi já ia a fazer o movimento para cortar a bola, como acho que ninguém tenha um olho nas costas que lhe permita ver o que vem atrás, acho que não há motivo para falta; no terceiro penso, sinceramente, que é o que mais queixas pode trazer ao Sporting, pois Maxi não se limita a proteger a bola com o corpo, desvia ostensivamente o avançado Viola da luta pela bola; no quarto acho que nem há discussão, Jardel leva um “túnel” e Viola projeta-se contra o defesa brasileiro. Jardel não move o corpo para impedir o avançado do Sporting de passar, sem reacção perante o “túnel”, Jardel ficou imóvel e Viola é que provoca o contacto.

Conseguimos ultrapassar um jogo complicadíssimo e há que pensar no jogo de quinta-feira, onde penso que Jorge Jesus colocará alguns jogadores não titulares contra o Sporting de início, de forma a gerir o esforço e a poupar para o jogo de segunda-feira com o Marítimo. A maratona está nos seus últimos quilómetros e exige-se uma boa capacidade na ponta final, sobre pena dos objectivos não serem alcançados. Tudo está mais perto, mas num piscar de olhos pode mudar. Vejam o exemplo do Sporting em 2004/2005. Força Benfica.

 

A subir: Bayern Munique/Manchester United. Fantástica época do já campeão alemão, tem trucidado os adversários que enfrenta. Se passar contra o Barcelona será interessante pensar porque razão os bávaros sentiram necessidade em trocar de treinador no final desta época. Os de Manchester sagraram-se campeões em Inglaterra, com uma equipa longe de ter as estrelas do rival City, o United conseguiu o ceptro.

 

A descer: Sevilha/Palermo. Duas equipas que já foram das melhores nos seus países e esta época têm feito um campeonato muito abaixo do que era esperado

Saudações Benfiquistas.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.