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Escrito por: Duarte Pernes

Acabou o sonho da Champions. Para o Porto, a partir do momento em que os oitavos de final com o Basileia foram superados, a liga dos campeões não passaria mesmo de um bonito sonho, especialmente após conhecer o opositor que o sorteio lhe reservou para os “quartos”. O Bayern tem não só o plantel mais completo que existe actualmente, como também uma gestão rigorosa, infraestruturas de primeiríssima água e uma presença hegemónica, sob todos os pontos de vista, numa das nações mais ricas e desenvolvidas do mundo.

Todos estes factos pude constatá-los in loco. Sim, estive no Allianz Arena na terça-feira; sim, saí de lá tristíssimo e abalado. Os dragões podiam ter tido uma actuação menos periclitante; Fabiano podia ter defendido o cabeceamento de Boateng no segundo golo dos bávaros; Maicon e Marcano deviam ter tido abordagens mais contundentes (sobretudo nos lances aéreos); Lopetegui escusava – ao colocar Diego Reyes a titular e numa posição que o jogador mexicano desconhece – de me ter feito recordar António Oliveira, quando pôs o Costa em Old Trafford, e Jesualdo, quando fez alinhar o Nuno André Coelho no Emirates. Tudo isto pode ser alegado e discutido, como também importa salientar as ausências de Danilo e Alex Sandro. Mas do outro lado, mais uma vez, esteve um adversário intransponível, que estava apostado em dar um golpe de autoridade na Champions e em rectificar os erros cometidos (e tão bem aproveitados pelos portistas) uma semana antes. Ambos os intentos foram, infelizmente, alcançados pelo conjunto alemão, num primeiro tempo demasiado esmagador e autoritário para um Porto tão jovem e desfalcado.  

Pronto, está escrito, está ultrapassado. Não adianta chorar mais sobre o jogo de Munique. Como afirmou um dia José Mourinho, o futebol é para gente sem medos e, em alta competição, não há tempo para lamentos prolongados. Por isso mesmo, importa que jogadores e treinador estejam consciencializados de que ainda têm um campeonato para ganhar – e não duvido que o estão.

Saber que uma vitória na Luz pode não chegar (se esta for obtida pela margem mínima) para alcançar o primeiro posto é um desafio acrescido. Contudo, a história do FCP está também preenchida por momentos de superação variados. O triunfo por números folgados não é exigível, mas o empenho e a concentração, esses, não poderão faltar (como, aliás, não têm faltado).    


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