A opinião é de José Peseiro em declarações proferidas à Bola Branca, programa desportivo da Rádio Renascença.

O Benfica vai entusiasmando os adeptos, graças a uma pré-época 100 por cento vitoriosa e a um futebol ofensivo que pode ser resumido em números: três jogos, três vitórias, com 10 golos marcados e 1 sofrido, diante de Reading, Nice e Fulham.

José Peseiro entende que não há motivos para euforias, até porque o técnico do Benfica, Roger Schmidt, terá de consolidar a equipa, “mantendo mais equilíbrios e mais estabilidade, não sendo tão exponencial e tão ofensivo”, até conseguir a organização necessária, o que levará algum tempo. A ideia de que o futebol ofensivo que caracterizava o PSV Eindhoven está já enraizado no Benfica é, segundo Peseiro, um erro. Em entrevista à Rádio Renascença, José Peseiro alerta para os perigos que Roger Schmidt corre.

“No futebol, todos sabemos – e se ele atingiu o nível que atingiu também sabe – que o mais complexo é treinar e consolidar uma equipa ofensiva. Porque é mais complexo, porque tem a bola, porque tem de arranjar espaço. E tem a complexidade da relação com bola ser maior do que a relação sem bola. Por isso, ele vai ter, na minha opinião, esses objetivos, a curto e médio prazo, para ir conseguindo resultados e, ao mesmo tempo, ir evoluindo a equipa”, defende o atual selecionador da Nigéria.

José Peseiro não acredita que, neste arranque de campeonato, o treinador do Benfica apresente uma equipa tão ofensiva como aquela que orientou no PSV.
“Se alguém pensa que ele vai jogar, nos primeiros jogos, dentro daquilo que fazia na Holanda, eu não acredito. E se o fizer Schmidt poderá ser apanhado na curva”, alerta o técnico português.

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