O SL Benfica deixou de cumprir uma das recomendações da UEFA no âmbito do fair-play financeiro: o rácio dos gastos com pessoal face às receitas operacionais. Avança esta segunda-feira o Correio da Manhã. A mesma fonte adianta que o clube omitiu esse facto do relatório e contas referente ao primeiro semestre da época enviado à CMVM.

A UEFA aponta que os custos fixos com salários e outras despesas relacionadas (prémios de desempenho ou seguros de trabalho, entre outros) não devem exceder em 70% os rendimentos correntes: direitos televisivos, prémios das provas europeias, patrocínios e bilheteira (as vendas de jogadores não são tidas em conta). Entre julho e dezembro de 2020, os gastos com pessoal da SAD (49,7 milhões de euros) representaram 92,7% da receita operacional (53,6 M €), muito acima do teto recomendado pela UEFA. Em relatórios anteriores, o Benfica destacou a importância de cumprir “um indicador relevante neste setor de atividade, reconhecido como um dos principais rácios para avaliar a eficiência operacional dos clubes ou das sociedades desportivas de futebol, permitindo analisar a sua viabilidade futura”. Esta consideração surgia acompanhada de um gráfico para melhor ilustrar que as águias ficavam abaixo do limite definido pela UEFA, o que era “demonstrativo da eficiência da SAD”. Ora, tais referências foram retiradas do último relatório semestral. Na subcategoria em causa, que até mudou de nome, apenas é apontado o valor dos gastos com pessoal, sem mencionar o teto recomendado pela organismo máximo do futebol europeu. Também o gráfico foi alterado, passando a reportar o total de gastos operacionais.
Por último, ao que o CM apurou, e como os cortes previstos na despesa com pessoal não serão suficientes para atenuar a perda de receita, este indicador não deverá registar uma melhoria significativa no segundo semestre, mantendo-se acima dos 90%.

One thought on “SAD do Benfica não cumpre critério da UEFA”

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