Rui Pinto anunciou que vai abandonar a atual residência e mudar-se para um local não divulgado, por tempo indeterminado, depois de ter sido informado de que deixará o Programa Especial de Segurança.
O responsável pelo Football Leaks garante ter recebido várias ameaças de morte e considera estar em risco.
Rui Pinto tornou pública a situação através das redes sociais, poucos dias antes do fim previsto das medidas especiais de proteção de que beneficia desde 2020.
O português foi informado de que o Programa Especial de Segurança será encerrado a 10 de outubro, decisão que implica a perda de várias das medidas de que atualmente beneficia, incluindo a residência protegida e confidencial.
Perante este cenário, Rui Pinto anunciou que pretende mudar-se nos próximos dias para um local que não será divulgado e onde permanecerá por tempo indeterminado.
«Dadas estas circunstâncias, não tenho alternativa senão mudar-me, nos próximos dias, para um local não divulgado por um período de tempo indeterminado», escreveu.
Rui Pinto justifica a decisão com as ameaças que afirma ter recebido e com aquilo que considera ser um risco sério para a própria segurança.
O responsável pelo Football Leaks lançou ainda uma campanha de angariação de fundos para conseguir suportar os custos associados à nova situação.
A defesa de Rui Pinto contesta fortemente a retirada das medidas de segurança e anunciou que irá apresentar um recurso administrativo, com efeito suspensivo.
Os advogados pediram igualmente às autoridades portuguesas uma reavaliação da situação, o acesso aos elementos utilizados para determinar o grau de risco e que Rui Pinto seja ouvido.
Segundo o despacho da Comissão de Programas Especiais de Segurança, a decisão de terminar o programa teve por base a alegada falta de compromisso de Rui Pinto no cumprimento das respetivas regras e um relatório de reavaliação elaborado pela PSP que concluiu pela existência de um nível baixo de risco.
A defesa apresenta uma avaliação diferente e recorda que Rui Pinto foi agredido em Lisboa em abril, além das ameaças que afirma continuar a receber.
A polémica surge também poucos dias depois de ser conhecida a decisão da Comissão Independente no processo do Manchester City, caso para o qual informações reveladas através do Football Leaks tiveram relevância.
Rui Pinto beneficia do estatuto de testemunha protegida desde 2020, quando aceitou colaborar com as autoridades portuguesas.


