José Eduardo Simões analisa as repercussões do posicionamento do clube encarnado
O processo de centralização dos direitos televisivos no futebol português está a gerar um intenso debate, e o Benfica destaca-se como um dos principais intervenientes nesse cenário. Com a sua plataforma própria, a Benfica TV, o clube encarnado mantém uma posição firme, defendendo os seus interesses.
Rui Costa, presidente do Benfica, e Luís Mendes, responsável financeiro, têm deixado claro que o clube está disposto a lutar até ao fim para não sair prejudicado neste processo. José Eduardo Simões, antigo presidente da Académica e conhecedor dos meandros da Liga, interpreta este posicionamento como uma tentativa de afirmar a supremacia do Benfica no contexto nacional.
Segundo Simões, ao afirmar que o “Benfica é favorável à negociação dos direitos de transmissão do campeonato”, mas ressalvando que as águias “não poderão sair prejudicadas neste processo“, Luís Mendes demonstra uma estratégia astuta. No entanto, Simões alerta para a necessidade de o Benfica compreender que não está acima da liga, federação e do poder político, como aconteceu com Real Madrid e FC Barcelona em Espanha.
O antigo dirigente académico salienta que, caso o Benfica ou outro clube não aceitem as condições da centralização, as autoridades competentes poderão retirar a licença de participação nas competições profissionais. Simões destaca ainda a possível influência de certas associações distritais e da imprensa próxima ao Benfica na tentativa de promover Nuno Lobo como candidato à presidência da Federação Portuguesa de Futebol.
Deste modo, o debate em torno da centralização dos direitos televisivos continua a ganhar contornos complexos, com o Benfica a desempenhar um papel central na definição do futuro desta questão no futebol português.
“Em Espanha, o Real Madrid e o FC Barcelona tentaram fazer o mesmo que o dirigente do Benfica anunciou e foram ‘postos na ordem’ pelos dirigentes da Liga, da Federação e poder político.”





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