Em entrevista à BOLA e A BOLA TV, Jonathan Barnett, 72 anos, presidente executivo da ICM Stellar Sports, que vai tendo o crédito de maior agência mundial de jogadores de futebol, envolvido na inauguração do escritório da empresa na cidade do porto – mais um num denso mapa internacional que vai de Reiquiavique a Seul, passando por Nova Iorque e Montevideu e pela sede em Londres -, que nasce de uma orientação específica para atacar o mercado nacional e atrair as mais jovens promessas, que possam representar mais-valias estrondosas no futuro.

Telegráfico algumas vezes, irónico noutras… e bem humorado sempre. Barnett, líder da tríade de empresários dominantes com Mendes e o agora falecido Mino Raiola, explicou a sua muita pensada e ambiciosa mudança para Portugal. «É uma honra estar cá, num país de tanta tradição e de tantos grandes jogadores. Eles estão bem representados mas nós viemos para ficar, temos o objetivo de alcançá-los», frisou Jonathan Barnett numa breve apresentação no Porto, antes da entrevista.

«Para nós o futebol português sempre foi um grande mercado, onde cabem grandes jogadores. É muito importante para nós, como empresa mais importante do mundo, olhar para os mais jovens, agarrá-los e cuidar deles, a partir dos 18 ou 19 anos. A Stellar cresce todos os anos e este é o momento de nos expandirmos aqui», traça o agente, com 44 jogadores representados cá, ainda jovens e desconhecidos, exceção ao benfiquista Tiago Gouveia, além dos experientes José Fonte e Rui Fonte.

«Os jogadores portugueses reúnem muito talento mas são altamente adaptáveis, jogam em qualquer campeonato. As academias são bastante fortes. Há bons jogadores, boas equipas, mas não tão fortes quando comparadas com a Premier League ou La Liga. Eles precisam e querem testar-se contra os melhores. Por isso são vistos nas mais fortes equipas do mundo», elogia Barnett, disposto a fintar o ascendente de Jorge Mendes e o seu precoce recrutamento sobre os diamantes que mais reluzem de tenra idade em Portugal.

«Oferecemos o melhor serviço, oferecemos mais que toda a gente, a nossa história é ótima. Não estou cá para competir com o Jorge Mendes. Queremos ver jogadores todas as semanas, queremos ter connosco os melhores. Se o atleta nos quiser é fantástico, porque somos muito fortes. O Jorge tem-se a ele, eu tenho mais de 200 pessoas a trabalharem comigo, é uma operação completamente diferente. Fazemos um acompanhamento do atleta em várias vertentes, da saúde mental à financeira quando se retira», destaca, jococo a respeito de Mendes.

«Quem é Jorge Mendes? Não quero saber dele, sou o número 1 pela Forbes. Ele não é um problema. Têm de perguntar a ele como se vai adaptar a mim», atirou, entre gracejos, travando qualquer interpretação errada: «Somos bons amigos, já estivemos juntos em operações», precisou o inglês, que detém contratos avaliados em 1,3 mil milhões de euros, mais 300 milhões que a Gestifute. Barnett ganhou expressão com a venda de Bale ao Real Madrid, tendo atualmente Grealish e Camavinga como principais ativos.

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