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Escrito por: Rui Fiel

Desengane-se quem pensar que após perder o clássico na cidade Invicta, porei tudo em questão na gestão deste conselho executivo ou mesmo desta equipa técnica. Aliás, penso que após tantas crónicas, já conhecerão mais do que suficiente a minha linha de raciocínio assim como os meus pensamentos para com os gestores previamente enumerados.

No entanto, não posso (mais uma vez) de criticar Marco Silva. Todos nós que vivemos intensamente o desporto rei e que, de uma maneira ou de outra, estão ligados a ele, tinham a ideia pré definida de que o Sporting, a entrar com a equipa que defrontou o Wolfsburgo no Dragão, aguentaria apenas a primeira parte do encontro deste domingo e na segunda parte seria apenas uma questão de tempo até o adversário marcar um golo. E porquê? Pela simples razão que tenho enumerado ao longo desta época. O Sporting Clube de Portugal tem um plantel demasiado curto para tanta competição, interna e europeia, e um treinador que não confia nos jogadores que a direção, não ele, contratou para esta época e por consequência não os coloca a jogar. Portanto, urge deixar o treinador, ESTE TREINADOR, escolher o seu plantel para a próxima época e tentar manter ao máximo os elementos chave desta equipa.

Assim, o jogo deste domingo demonstrou isto mesmo, com o treinador a repetir pela enésima vez o onze (com uma ou outra variação) e com a maior parte dos jogadores a demonstrar estarem em claro sub rendimento. Montero e Adrien foram o expoente máximo desta falta de energia que assola a equipa leonina. Completamente fora do jogo, apáticos, desposicionados e sem chama para enfrentar um candidato ao título em sua casa. Cédric manteve a bitola por baixo, confirmando o que já penso dele à muito tempo, é o jogador menos inteligente do clube, muito limitado intelectualmente na leitura do jogo e que só não foi expulso porque o árbitro não quis estragar um jogo resolvido. E Jonathan ainda não tem rotação para estas andanças.

Por falar em candidatura ao título, obviamente que com estas armas, ou os nossos rivais cometiam muitos erros ou dificilmente conseguiríamos lá chegar. Por esta altura porém, colocam-se em causa as declarações de alguns dirigentes leoninos no início da época, com Augusto Inácio à cabeça. Com a escola que tem, Inácio não pode dar-se ao luxo de fazer declarações de ânimo leve e até de cariz populista, até porque os sportinguistas em geral, assim como eu em particular, não gostam deste tipo de atitudes. Espera-se que de futuro possa pensar primeiro antes de dizer seja o que for, já que agora é diretor desportivo, ou qualquer coisa desse género, do Sporting Clube de Portugal.

Espero também que o presidente do clube ganhe mais experiência, serenidade, mas acima de tudo controlo. Controlo sob o plantel, de modo a permitir que treinador e jogadores possam realizar o seu trabalho semanal sem sobressaltos (já agora obrigado Jefferson pelo teu cérebro de amendoim ter ajudado a serenar esta semana complicada do clube!), controlo sob o clube, para que este seja mais fechado ao exterior, principalmente à comunicação social, e controlo sob si mesmo de modo a evitar problemas de comunicação e dissabores em praça pública. Que se habitue ao escrutínio público e que, após “tantos” R&C” positivos, capacite a nossa Academia dos melhores miúdos deste país, mais uma vez.

Para finalizar, que na quinta se ganhe categoricamente ao Nacional da Madeira, de modo a garantir a presença na final do Jamor, para o título mais que obrigatório esta época, a Taça de Portugal.

SL

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