Últimos seis jogos e meio, a contar para as 3 competições nacionais em que o Porto ainda estava inserido, resultaram em 4 vitórias, 2 empates (um deles com o Sporting, que resultou no afastamento da Taça da Liga) e uma derrota no meio jogo disputado com o Estoril.

Feirense, para o campeonato, Moreirense para a Taça de Portugal, e novamente Estoril para o campeonato, foram jogos que foram revelando e pondo a nu algumas, para não dizer muitas, dificuldades a jogar longe do Dragão. A própria vitória contra o Tondela pela margem mínima no Dragão denotou alguma perda de força, falta de frescura e, quiçá, algum perder de gás.

Terça-feira, em Moreira de Cónegos, tivemos um bocadinho de tudo: falta de frescura física, falta de sorte e falta de uma arbitragem justa. Tal como disse o outro, fizemos mais do que suficiente para ganhar o jogo de forma tranquila, mas a falta de eficácia misturada com algum azar na hora de encostar foram ingredientes que, regados com um Luís Ferreira permissivo, resultaram numa receita de sabor azedo.

A nossa grande força no ataque tem sido o trio africano, e quando desse trio não há um dupla ou pelo menos um deles que brilhe, a equipa ressente-se disso. O Yacine, o Moussa e o Vincent estiveram claramente um nível abaixo do que tem sido habitual, mas, pelo contrário, gostei do Paulinho. Pareceu-me aquele jogador decisivo para o último passe. Para além disso, gostava de perceber como é que uma equipa que, teoricamente, está cansada joga maioritariamente melhor nas segundas partes.

A equipa, mais uma vez, e um pouco à imagem do Porto do ano passado, mostrou algum desconforto exibicional quando um dos adversários directos não ganha o seu jogo e acabou por claudicar (andava mortinho por utilizar esta palavra) em momentos decisivos.

PS: Um aparte – Pertenço a uma família maioritariamente portista, o que faz com que o portismo e tudo o que isso significa seja transmitido aos mais novos mal eles nascem. A título de exemplo, a minha filha não diz a palavra vermelho em nenhuma situação do seu quotidiano, optando pela palavra “Red”; assim como se refere ao Benfica como “a equipa que não se pode dizer o nome”.  A educação que damos ao filhos nunca, em situação alguma, deve ser descurada. Ah, a minha filha tem 4 anos.

Autor: Rui Rodrigues

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