“O que importa não é o tamanho” é um vulgar ditado popular relacionado com o órgão sexual masculino, que resumidamente, explica que não importa o tamanho do dito, mas o que se consegue fazer com ele. Esta pequena introdução serve para chegar ao plantel do Porto versão 2017/2018 – não importa o tamanho, mas o que o nosso treinador tem sabido fazer com ele. A verdade é que o Sérgio Conceição tem um “órgão sexual curto” mas tem trabalhado muito bem com ele.
A tal equipa sem reforços, a tal equipa com um plantel curto, a tal equipa que, como diz o outro, estava morta e enfiada num caixão ainda na pré-época, está nos oitavos de final da maior prova europeia de clubes e em primeiro lugar no campeonato nacional. O comum e optimista portista diria que é uma situação perfeitamente normal; o portista pessimista e derrotista ainda não acredita e o portista realista, na qual eu me incluo, não pode deixar de estar surpreendido. Mas surpresas boas são sempre bem-vindas.
A equipa tem sido praticamente a mesma desde o início da época, mas tem conseguido resistir com distinção a lesões, castigos, vídeo-árbitros, padres e meninos queridos. Nestas últimas 5 épocas nunca me senti tão confiante como agora. Nunca o cheiro dos Aliados me pareceu tão próximo. Voltamos a ter um comandante, daqueles que dizem frases do género desta: “se nos deixarem, vamos ser campeões, e se não nos deixarem vamos ser campeões na mesma!”.
Sobre o jogo de ontem, algumas ideias: ganhamos depois de 3 empates, dois deles com claras interferências das equipas de arbitragem. Foi uma vitória que nunca chegou a estar verdadeiramente em dúvida, contra um adversário já afastado das competições europeias. O jogo deu um pouco para tudo, para o Aboubakar bisar e se assumir ainda mais como a nossa maior referência ofensiva, para o Tiquinho voltar a ganhar confiança através do golo marcado, para ter sido feita a vontade aos 6 milhões (?) de vermelhos que semana após semana exigem a cabeça do Felipe e para demonstrar que sem VAR’s é mais fácil demonstrar que, ano após ano, continuamos a ser a equipa portuguesa com maior relevância na Europa do futebol.
A época tem sido irrepreensível, pouco mais se podia exigir. Primeiros classificados a par do Sporting, apurados para a próxima fase da Champions, continuamos na Taça de Portugal apesar do susto algarvio, e vamos tentar fazer qualquer coisa positiva na Taça da Liga. Brilhante, Mister, brilhante e, por isso, vénias para ti, Sérgio.



