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Porto Sentido: A Força do Portista, o adeus à Europa e o cheiro a caneco

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Considero-me um portista com “P” enorme e quem me conhece minimamente questiona e estranha o facto de eu, um apaixonado do futebol em geral e do Futebol Clube do Porto em particular, raramente ir ao estádio ver os jogos. A última vez que entrei no Dragão foi no dia 23 de Setembro de 2011, num jogo contra “a equipa que não podemos  dizer o nome” e ainda por cima num clássico que acabou com um empate. Nem sempre fui assim, tanto que cheguei a ir algumas vezes sozinho às Antas, com boas e más memórias, nomeadamente quando fomos eliminados pela Sampdoria do Zenga, do Mancini e do Lombardo, na Taça das Taças de 1995, depois de termos ganhado a 1.ª mão no Luigi Ferraris, com um golo do russo Yuran. Algumas más experiências dentro e fora do estádio foram fazendo com que o meu gosto pelo futebol ao vivo fosse lentamente sendo trocado pelo gosto pelo futebol no sofá de casa.

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Nestas últimas semanas, este portismo, exacerbadamente interior, foi sendo beliscado pelo que tem acontecido, não só no Dragão, mas principalmente por Portugal inteiro e por essa Europa fora. Ver as imagens dos Portistas na casa da Juventus, do Mónaco, ou do Liverpool, não deixam ninguém indiferente, nem mesmo o maior Portista de sofá do mundo. Admito que senti inveja, senti pena de não ter estado lá, no meio deles, junto aos da minha cor. O que se tem assistido esta época, em termos de apoio à equipa, é o que me faz ter vontade de sair de casa, levantar o “cagueiro” do sofá, e ir para o meio dos meus camaradas, na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, faça sol ou faça chuva. Vénias a todos os Portista que tanto têm feito para começarmos a ganhar os jogos nas bancadas, de tudo o que é estádio.

A despedida da Europa esta época aconteceu em Anfield. A época passada foi no Juventus Stadium. Em 2015/16 não passamos a fase de grupos mas em 2014/15 saímos da Europa vergados com uma pesada derrota na Allianz Arena do Bayern. De uma coisa não nos podem acusar nestes últimos anos; sim, temos sido eliminados, mas sempre em grandes palcos, com grandes ambientes. Tinha dito a um amigo em jeito de confidência que não me importava que o Mister Sérgio mudasse bastante a equipa, mesmo correndo o risco de “levar na boca” novamente, desde que fossemos a Paços de Ferreira ganhar. Em Anfield foram poupados alguns dos jogadores mais utilizados, não fomos atropelados, equipa e adeptos voltaram a solidificar o portismo que nos une, ficando a faltar os 3 pontos na Capital do Móvel.

Para concluir, e tal como no famoso jogo “Mortal Kombat”, era fundamental aplicar um Fatality no Sporting na passada 6.ª feira. Primeiro para manter a distância da manita pontual para a “equipa que não podemos dizer o nome”, e depois para arrumar de vez com um dos candidatos ao titulo. Objectivo cumprido, nem que para isso tenha sido preciso uma enorme dose de espírito de equipa, pragmatismo e sorte. Não querendo lançar os foguetes antes da festa, começa a ser difícil não sonhar com o caneco, não me imaginar a beber uma cuca nos Aliados, acompanhado pela mulher e filha, no meio dos meus camaradas portistas, com a cidade e o País pintados de azul e branco. Cheira bem, cheira a caneco.

Autor: Rui Rodrigues

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