Quarta-feira, 14 de Outubro de 2026
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PJ investiga possíveis influências em nomeações de árbitros e jogos de adversários diretos

helder malheiro
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A Polícia Judiciária está a investigar suspeitas relacionadas com o processo de nomeação de árbitros no futebol português, incluindo possíveis fugas de informação, contactos entre responsáveis da arbitragem e dirigentes e situações envolvendo jogos de equipas em luta pelos mesmos objetivos classificativos.

Segundo informação avançada pela CMTV e reproduzida pela Cabine Desportiva, a investigação está a analisar o processo de nomeação de árbitros na reta final da última edição da Primeira Liga, com particular atenção a encontros do Estrela da Amadora e de adversários diretos na luta pela manutenção.

Paulo Lopo, antigo presidente da SAD do Estrela da Amadora, surge associado às questões em análise. O antigo dirigente tem negado ter recebido informação antecipada sobre nomeações ou ter interferido no processo.

Entre os casos referidos está o Moreirense-Estrela da Amadora, da 32.ª jornada. Segundo a informação divulgada, Hélder Malheiro terá tido conhecimento de que iria arbitrar o encontro 11 dias antes da divulgação oficial da nomeação.

Outro dos jogos analisados é o Estrela da Amadora-Famalicão, da jornada seguinte. Mensagens atribuídas a Pedro Garcia, antigo árbitro assistente, indicariam que Fábio Veríssimo teria sabido da nomeação cerca de 20 dias antes.

Fábio Veríssimo, contudo, declarou no âmbito do inquérito do Conselho de Justiça que apenas teve conhecimento da nomeação na quarta ou quinta-feira anterior ao encontro, através da comunicação oficial do Conselho de Arbitragem.

A CMTV avançou ainda que estaria a ser analisada uma alegada preferência por Hélder Malheiro caso o Estrela da Amadora tivesse de disputar o playoff de manutenção.

A investigação envolve ainda Luciano Gonçalves, presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, e inclui a análise de mensagens e áudios entre vários intervenientes.

A existência de um inquérito criminal está confirmada pela Procuradoria-Geral da República. O processo corre no DCIAP, com o Ministério Público a ser coadjuvado pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária.

Em julho, a denúncia que deu origem à investigação já tinha sido noticiada pelo Público e por vários órgãos de comunicação social. O documento entregue às autoridades teria cerca de 20 páginas e incluía mensagens de WhatsApp, capturas de ecrã, registos de chamadas, áudios e relatos de reuniões.

O anterior inquérito disciplinar da Federação Portuguesa de Futebol relacionado com Luciano Gonçalves foi arquivado por falta de prova suficiente de que tivesse transmitido antecipadamente informações sobre nomeações.

A investigação criminal permanece em curso e, até ao momento, não está estabelecido que Paulo Lopo, Luciano Gonçalves ou qualquer outro interveniente tenha efetivamente condicionado o processo de nomeação de árbitros.

 

 

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