Alexandre Pato vive longe da alta pressão que lhe foi exigida na Europa, para agora estar ao serviço do Orlando City.

O internacional brasileiro concedeu uma entrevista ao The Players Tribune, onde revelou todo o tipo de histórias, desde a sua operação de emergência a um tumor, passando pela noite em que deixou as suas chuteiras num bordel.

“Havia tantos rumores, especialmente no AC Milan. Fui demasiadas vezes de festa. Eu não queria. Vivia num mundo de fantasia. Mas quando eu quis falar, eles disseram-me para “focar meu futebol”. Eu era muito jovem para discordar”, começou por dizer Alexandre Pato.

Agora com 32 anos, Pato é um jogador mais maduro profissionalmente e pessoalmente. Longe está aquele jovem brasileiro festivo, embora tenha esclarecido ao The Players Tribune que saiu “de casa muito cedo. Talvez cedo demais. Quando tu tens 11 anos, tu não estás pronto para enfrentar o mundo. Tu vais atrás do teu sonho, mas tu estás sozinho e é muito fácil perderes-te pelo caminho. Deus deu-me um dom, sem dúvida”, complementou.

Pato que quando era mais jovem acabou a dormir num bordel, porque não tinha dinheiro, a sua mãe não podia trabalhar devido a problemas nas costas e o seu pai estava estava encarregado de alimentar o seu irmão mais velho, a irmã e a ele “‘Filho, este é o único lugar que podemos pagar'”, disse-lhe o pai na altura, acrescentando sobre a estadia:

“O hotel ficava em frente ao Beira-Rio, então as pessoas faziam sexo enquanto olhavam para o estádio do Internacional. Ainda brinco com meu pai sobre isso. Se eu fizesse isso hoje, provavelmente iria para a cadeia. Naqueles dias, o diretor do Internacional teve de me ligar, porque eu não compareci a um dos treinos. O meu pai teve que ir à pressa até ao bordel para encontrar as minhas chuteiras. Felizmente, havia um senhor na academia chamado Cocão, que tinha um contrato de patrocínio de chuteiras”, complementou.

Alexandre Pato deu ainda detalhes sobre sua operação a um tumor no braço: “Aproximadamente um ano antes de entrar no Internacional, tropecei num estacionamento e caí sobre o braço esquerdo. Eles enfaixaram-me tanto que eu era meio humano, meio múmia. Depois do gesso sair, os meus amigos e eu jogávamos a esse jogo em que qualquer um que se levantasse do sofá era pontapeado, a menos que conseguisse fugir. Isso foi divertido até que eu acidentalmente caí sobre o meu braço esquerdo e a dor era tão forte que chegou às minhas pernas.” Ele estava prestes a perder o braço se não fosse pela intervenção cirúrgica.

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