Benfica

“O Benfica está acima da lei. Nós não podemos tratar todos os clubes de igual modo”

“O Benfica Está Acima Da Lei. Nós Não Podemos Tratar Todos Os Clubes De Igual Modo”

tiago brandao rodrigues

“O SLB está acima da lei. Nós não podemos tratar todos os clubes de igual modo. O SLB tem mais adeptos do que a população de alguns países.” A frase terá sido dita pelo ministro da Educação em 2017, avança este sábado o CM.

Tiago Brandão Rodrigues falava com o secretário de Estado do Desporto, João Paulo Rebelo, e o presidente da altura do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), Augusto Baganha. Em causa estava a possibilidade de o Benfica poder vir a ser sancionado com jogos à porta fechada por falta de cumprimento das regras de segurança no Estádio da Luz.

Na discussão, o secretário de Estado do Desporto terá feito o seguinte comentário: “Mas você pensa que alguma vez o SLB vai deixar de jogar no seu Estádio, mesmo com aquela notificação…”. O DIAP de Lisboa abriu um inquérito na sequência de uma denúncia que chegou à Procuradoria-Geral da República (PGR) em junho do ano passado, segundo avança o CM. Em causa podem estar alegadas pressões dos governantes para beneficiar o Benfica junto do IPDJ. Os comentários constam de uma agenda de Augusto Baganha, que já se encontra na posse do Ministério Público. Baganha teria o hábito de apontar tudo o que de mais relevante se passava na sua ação como presidente do IPDJ. Nas notas escritas, o antigo responsável do IPDJ refere que as afirmações de Tiago Brandão Rodrigues e João Paulo Rebelo terão sido feitas a propósito da “interdição do estádio do SLB”.

Segundo revela a queixa, Augusto Baganha terá sido abordado pelos governantes num hotel em Caminha, em julho de 2017, no âmbito da Conferência de Ministros da Juventude e Desporto da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa).

“Confirmo as pressões que foram sobre mim exercidas e que constam do processo que está a decorrer”, referiu à mesma fonte Augusto Baganha, demitido do cargo em 2018 – um ano antes do fim do seu mandato – pelo secretário de Estado do Desporto. Na queixa é referido que estes factos terão sido testemunhados por pelo menos dois responsáveis do IPDJ – um diretor de serviços e um chefe de divisão.

Questionado pelo CM, o gabinete do ministro da Educação é categórico: “Atendendo a que nada nem ninguém está acima da lei e que os clubes têm de cumprir com as determinações legais que lhes forem atribuídas, as referidas afirmações são desprovidas de sentido, pelo que a denúncia também não tem qualquer sentido ou fundamento.” O ministro da Educação e o secretário de Estado do Desporto “colaborarão sempre com as autoridades e instâncias superiores, não havendo conhecimento de qualquer processo em curso”, adiantou ainda fonte oficial da tutela. O CM questionou a PGR, mas não obteve qualquer resposta até ao fecho da edição.

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