varandas
O Ministério Público (MP) pediu esta quarta-feira a condenação do presidente do Sporting, Frederico Varandas, por difamação, após este ter chamado “bandido” ao antigo líder do FC Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa, falecido em fevereiro deste ano.
Em causa está uma declaração feita por Varandas em 2020, na qual afirmou que Pinto da Costa “pode ter um grande sentido de humor, ser culturalmente acima da média, ter um currículo cheio de vitórias, mas um bandido será sempre um bandido. No final será recordado como um bandido”.
Durante as alegações finais no Tribunal do Bolhão, no Porto, a procuradora do MP defendeu que Frederico Varandas “extravasou os limites da liberdade de expressão”, sublinhando que mesmo em contexto futebolístico, há expressões que ultrapassam o admissível.
Já a advogada de Pinto da Costa, Inês Magalhães, reforçou que o antigo dirigente portista tinha um “registo criminal impoluto” à data dos factos, e que se tratou de um “ataque pessoal com o intuito de rebaixar”.
Em defesa de Varandas, o advogado José Lobo Moutinho afirmou que a declaração foi uma “resposta” a críticas anteriores feitas por Pinto da Costa numa entrevista ao Porto Canal, considerando que o comentário foi um “juízo crítico” com “base factual”.
A leitura da sentença está agendada para julho.










