Quarta-feira, 14 de Outubro de 2026
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Manchester City gasta mais de 500 milhões e Maresca fica sem margem para falhar

Maresca City

A nova era do Manchester City está oficialmente lançada.

Depois da saída de Pep Guardiola e de uma profunda remodelação do plantel, Enzo Maresca tem agora à disposição uma equipa construída com um investimento superior a 500 milhões de euros apenas neste mercado de verão.

O City foi mesmo o clube que mais gastou na Europa. As contas apontam para cerca de 526 milhões de euros investidos em reforços, numa janela marcada por algumas das transferências mais caras do futebol mundial.

O golpe mais mediático chegou no último dia do mercado. Enzo Fernández deixou o Chelsea por cerca de 145 milhões de euros e tornou-se uma das maiores contratações da história do futebol inglês. Elliot Anderson custou aproximadamente 135 milhões, enquanto Iliman Ndiaye, Ayyoub Bouaddi e Allan também chegaram por valores elevados.

A revolução surgiu depois de várias mudanças importantes no plantel. Rodri, Bernardo Silva e Tijjani Reijnders estão entre os médios que deixaram o clube, obrigando o Manchester City a reconstruir praticamente todo o setor central.

Maresca começou a temporada com limitações evidentes. Chegou mesmo a utilizar o central Marc Guéhi no meio-campo devido à falta de alternativas, cenário que mudou radicalmente com as últimas contratações.

Agora, o treinador italiano tem de escolher entre jogadores como Elliot Anderson, Enzo Fernández e Ayyoub Bouaddi para as posições mais recuadas do meio-campo, enquanto Rayan Cherki ocupa zonas mais ofensivas. Nas alas, Iliman Ndiaye e Allan aumentam a concorrência para Phil Foden, Antoine Semenyo e Jérémy Doku.

Os resultados iniciais também aumentaram as expectativas. O Manchester City venceu o Bournemouth por 2-1 e goleou o Crystal Palace por 4-1 nas primeiras jornadas da Premier League, depois de ter perdido por 3-0 diante do Arsenal na Community Shield.

Com o plantel agora praticamente completo, desaparece também uma das principais justificações para eventuais dificuldades iniciais. O enorme investimento realizado pela direção coloca pressão imediata sobre Maresca para disputar a Premier League e voltar a colocar o City entre os principais candidatos à Liga dos Campeões.

Depois de mais de 500 milhões de euros gastos numa única janela, começa agora o verdadeiro teste à nova era do Manchester City.

 

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