Conselho de Disciplina puniu adjunto do FC Porto depois dos incidentes com José Mourinho
O Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol revelou o castigo aplicado a Lucho González na sequência dos incidentes registados no clássico entre Benfica e FC Porto, disputado no Estádio da Luz.
O antigo médio argentino, que atualmente integra a equipa técnica dos dragões, foi sancionado com um jogo de suspensão, além de oito dias adicionais de castigo, na sequência dos acontecimentos ocorridos após o segundo golo do Benfica.
De acordo com o relatório do árbitro João Pinheiro, Lucho González acabou por ser expulso depois de abandonar deliberadamente a área técnica para se dirigir ao treinador do Benfica, José Mourinho, numa atitude considerada provocatória.
O documento refere que o adjunto portista reagiu a uma alegada provocação do técnico encarnado, aproximando-se do banco adversário e confrontando-o diretamente, situação que contribuiu para o clima de tensão vivido durante o encontro.
O relatório do delegado da Federação Portuguesa de Futebol acrescenta ainda novos detalhes sobre o que aconteceu já nos minutos finais da partida.
Segundo o mesmo documento, aos 92 minutos, depois de ambos já terem sido expulsos, Mourinho e Lucho voltaram a envolver-se numa troca de palavras na zona de acesso ao túnel que conduz aos balneários.
Nessa altura, o treinador do Benfica terá feito um gesto com o dedo indicador a bater no polegar enquanto repetia várias vezes a expressão “és pequenino”.
A resposta do adjunto do FC Porto surgiu de imediato, com Lucho González a responder com a frase “és um traidor”, comentário que acabou por aumentar ainda mais a tensão entre os dois.
O episódio provocou uma nova confusão entre elementos das duas equipas técnicas e obrigou à intervenção de várias pessoas presentes no local para separar os envolvidos.
Na decisão final, o Conselho de Disciplina considerou que a expressão utilizada pelo antigo internacional argentino constitui um comentário depreciativo que atinge a honra e reputação de José Mourinho.
Ainda assim, o órgão disciplinar reconheceu que a frase foi proferida em resposta direta a uma provocação, circunstância que foi tida em conta na definição da sanção aplicada.




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