Péter Lipcsei relembra a amizade com Jorge Costa e revela histórias do balneário do FC Porto nos anos 90
A morte de Jorge Costa, uma das figuras históricas do FC Porto, continua a provocar grande emoção entre antigos companheiros de equipa.
O antigo médio húngaro Péter Lipcsei, que partilhou balneário com o central portista na temporada de 1995/96, confessou que ficou profundamente abalado ao saber da notícia.
“A morte do Jorge chocou-me, chorei em casa dois dias”, revelou o antigo internacional húngaro.
Segundo Lipcsei, o antigo capitão dos dragões foi uma das pessoas que mais o ajudou quando chegou ao clube.
“Ele foi quem mais me ajudou na chegada ao FC Porto. Desde o primeiro dia foi inexcedível comigo. Sinto muito a sua falta, mesmo estando longe.”
Memórias do balneário do FC Porto
O antigo jogador recorda com carinho o ambiente vivido no balneário portista naquela época, repleto de grandes nomes do futebol português.
Entre os jogadores que partilhavam o plantel estavam:
Vítor Baía
João Pinto
Aloísio
Jorge Costa
Emerson
Secretário
Domingos
Rui Jorge
Lipcsei recorda ainda o impacto que trabalhar com Bobby Robson e José Mourinho teve na sua carreira.
“Encontrei nomes extraordinários nesse FC Porto. Adorei ter estado no clube, cada dia era uma experiência enriquecedora.”
As partidas de cartas com João Pinto
O antigo médio revelou também uma curiosa história do dia a dia da equipa.
Antes dos jogos, Lipcsei e Jorge Costa partilhavam o mesmo quarto, mas raramente tinham manhãs tranquilas.
“Estávamos juntos no quarto antes dos jogos e era costume adormecermos tarde. O João Pinto vinha sempre bater à porta pelas 7 ou 8 da manhã para jogar às cartas.”
O episódio tornou-se uma memória divertida que o antigo jogador guarda com carinho.
“E tínhamos de o deixar entrar, não havia forma”, contou, entre risos.
Ligação que ficou para sempre
Além da relação dentro de campo, Lipcsei recorda também a ligação pessoal que manteve com Jorge Costa e a sua família.
“Conheci a sua primeira esposa, Isabel, e o primeiro filho, David. Só posso dizer maravilhas. Amei toda a família.”
O antigo médio húngaro termina com uma homenagem sentida ao antigo capitão portista.
“O Jorge estará sempre no meu coração enquanto eu viver.”






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