Escrito por: Bruno Pinho

No passado fim-de-semana vimos um Benfica racional, de gestão, com uma exibição sem vislumbrar, é certo, mas assistimos a um jogo de uma equipa segura e com maturidade. Analisando o cenário, para uma equipa que é o foco de críticas constantes, a sua posição actual não é nada má. Não podíamos ter começado melhor o ano: 1º lugar no campeonato, chegamos aos quartos-de-final da Taça de Portugal e meias-finais da Taça da Liga. E a cereja em cima do bolo: nenhum golo consentido.
Contra o Marítimo, o Glorioso demonstrou uma superioridade incontestável, apesar do Marítimo ter conseguido aquilo que nem o porto conseguiu fazer na Luz: testar verdadeiramente Oblak. Outro pormenor de salientar no jogo, foi a exibição do ‘Manel’. Fejsa, não é um Matic, mas, já cá tinha referido anteriormente, é um jogador que dá segurança e estabilidade ao meio campo das águias. O único senão: não constrói jogo, deixando responsabilidades acrescidas ao Enzo e aos laterais, que são agora mais solicitados para as transições.
O jogo do Benfica foi criado nos espaços e no erro do adversário, e foi assim que os dois golos surgiram. O primeiro golo num mau corte, e na melhor fase do Marítimo, o Benfica em transição e com a ajuda da benevolência da equipa adversária, consegue alargar a vantagem. Aparte dos erros, o Benfica geriu a oitava vitória consecutiva a um ritmo de jogo que foi disputado calmamente e resolvido logo na primeira parte. Pelos vistos, o estado do relvado também não ajudou o espectáculo.

Na segunda parte, as linhas da equipa da casa baixaram, por consequência, o Marítimo subiu no terreno, mas a defesa mostrou-se segura e coesa. Aliás, o Benfica mostrou-se bastante cómodo em assumir uma postura mais defensiva, jogando em contra-ataque, onde inclusivamente podia até ter dilatado o resultado, pela via de Rodrigo e quem sabe, através de uma grande penalidade que podia ter sido assinalada pelo árbitro Hugo Miguel. Foi desta forma que o Benfica conseguiu controlar o jogo, algo que não aconteceu muitas vezes na presente temporada. Que me recorde, o único remate com real perigo levado a cabo pela equipa do Marítimo, foi mesmo nos minutos finais da partida, ao qual Oblak respondeu com uma grande defesa.
Destaco a exibição de Enzo, com um trabalho reforçado, mas que correspondeu muito bem ao que se lhe pedia; Gaitán, com rasgos de brilhantismo e pela envolvência nas jogadas de golo, e como não podia deixar de ser: Rodrigo! O hispano-brasileiro está novamente na forma a que nos tinha habituado antes da malfadada lesão em São Petersburgo. Está rápido, com confiança e com um remate potentíssimo! Além de cumprir com golos, ele também desce no terreno e joga muito bem no contra-ataque…não existia melhor resposta que o avançado podia dar face a longa ausência de Cardozo.
Nota: Para além da saída confirmada de Matic, fala-se da eventual saída do defesa Garay e do avançado Rodrigo. Espero que as saídas se concretizem somente na próxima temporada, pois estes são dois jogadores que estão integrados na espinha dorsal da equipa e onde muito dificilmente se arranjarão substitutos à altura. Ficaríamos em risco de perder uma boa parte da coesão defensiva e eficácia ofensiva que caracteriza a equipa.
Os anti-túneis
E n’ “Os anti-túneis” desta semana:
"O atraso de 3 pontos deve-se a uma arbitragem vergonhosa, escandalosa.” Segundo Pinto da Costa, o FC Porto possui três pontos de desvantagem sobre o Benfica devido à arbitragem escandalosa do clássico…não pelos erros cometidos que beneficiaram/prejudicaram ambas as equipas, nem pela superioridade demonstrada pela equipa da casa…não! Para Pinto da Costa, Artur Soares Dias deverá ser substituído pelo Martins dos Santos, Duarte Gomes, Rui Costa ou Carlos Xistra. Curiosamente, Artur Soares Dias, é um árbitro que não esconde o seu clube e como todos nós sabemos, esteve envolvido no processo apito dourado.
Saudações Desportivas!
