Antes de entrar no busílis da presente crónica, gostaria de sublinhar a excelente exibição que o meu Benfica preconizou frente ao sempre incómodo, Nacional da Madeira. 

Foi um Benfica de mão cheia que proporcionou aos mais de 50 mil espectadores um Futebol de encher o olho. Velocidade, criatividade e uma dinâmica avassaladora, foram o prato forte na luz. E ainda há Rodrigo… que jogador fenomenal! 

Na realidade o Benfica continua a fazer uma excelente época. Reforçou-se muito bem, conseguiu integrar de forma perfeita os novos reforços na equipa, resolveu excelentemente o problema da baliza, e, quando solta a cavalaria no ataque é sem dúvida um caso sério. Ganhar como o fizemos frente ao Nacional, enche de vaidade qualquer benfiquista apaixonado. 

Insurgindo-me acerca do propósito da crónica de hoje, o meu Benfica terá forçosamente num futuro próximo, que voltar à outra faceta do seu chip competitivo, guardando por conseguinte o fato de gala e a eloquente nota artística, em detrimento do pragmatismo, da capacidade de luta e dos indispensáveis… pontos. 

O calendário que se avizinha contém inúmeros perigos e reflectem na teoria, enormes dificuldades. Senão vejamos: entre 15 de Fevereiro e 11 de Março, o Benfica (por ordem cronológica) jogará na Rússia frente ao Zenit (actual campeão russo e carrasco dos actuais campeões portugueses na liga dos Campeões), terá que se deslocar a Guimarães (4 vitórias nos últimos 5 jogos) e à Académica (finalista da taça de Portugal), voltará aos jogos na luz para defrontar o Porto (actual campeão Nacional) e o Zenit. Deslocar-se-á posteriormente, à Mata Real, para defrontar um sempre complicadíssimo e em plena ascensão na liga, Paços de Ferreira. 

Um ciclo terrível que marcará em grande parte a historia do que ainda faltará escrever da presente época. Será preciso uma equipa a jogar nos limites da garra e da entrega para passar incólume este período. 

A ver vamos se o meu Benfica continua a apresentar esta dinâmica importante de vitórias e encarna o verdadeiro estofo de campeão. 

Tenho uma convicção: Se passarmos o jogo do Porto com 6 pontos à maior e uma goal avarage positiva em relação aos nortenhos, em Maio estaremos no Marquês de Pombal! Até lá as dificuldades serão cada vez maiores e a sobranceria, um grande inimigo, como podemos comprovar na época transacta. 

O ciclo supracitado começa hoje às 17h no estádio Petrovskiy. Força Benfica!!!

 

Nota:

Real Madrid… 10 pontos à frente do Barcelona! Faltam 15 jornadas, mas tão forte embalagem torna muitíssimo improvável que o próximo campeão de Espanha fale intensamente Português. Os detractores de José Mourinho têm à vista um certo drama: engolirem que um treinador bicampeão em Portugal, Inglaterra, Itália e bicampeão da Europa (impensável com Porto e Inter) e capaz de tirar o Real Madrid da profunda letargia, levando-o a superar o extraordinário Barcelona, só pode ser mesmo muitíssimo especial.

 

 

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