Depois de Sporting, Porto, novamente o Sporting, agora é a vez dos especialistas na análise do Futebol, rotularem ao Benfica o termo: crise.

A vida é mesmo uma rodinha e não há como fugir à sua essência. Se ainda há 10 dias todos pensavam e proclamavam, de forma cínica ou não, um passeio triunfal do meu Benfica rumo ao Marquês de Pombal, agora já muitos apontam que o Benfica não irá além do terceiro lugar, que estão à vista conflitos internos e que Jesus não é capaz de resistir aos momentos de maior pressão. Como é possível observar, isto toca a todos, mas convenhamos: há que ter calma!

Independentemente dos dois últimos resultados negativos do meu Benfica, entramos no último terço da liga em plenas condições de discutir o título nacional. O que se exige a uma grande equipa é naturalmente a conquista de títulos, mas sobretudo que lute por eles taco-a-taco e até ao fim, o que felizmente está a acontecer este ano.

Contudo não podemos esconder, que entre os próximos dias 2 e 6 de Março, o Benfica joga na prática, o sucesso da época.

Para chegar em condição de discutir o título nacional e a permanência na Champions, os encarnados fizeram muitos e bons desafios, somaram pontos em série e afastaram adversários cotados. No entanto, entre as próximas sexta-feira e terça-feira seguintes, o meu Benfica joga as fichas todas. Lógico que os comandados de Jesus, chegam a este momento chave da época longe da melhor condição psicológica. Em S. Petersburgo, podia ter empatado e perdeu; em Guimarães devia ter empatado e perdeu; em Coimbra tinha de ganhar e empatou.

É verdade que na Rússia as condições adjacentes ao jogo, foram invulgarmente adversas; em Guimarães a condição física foi deficiente e a abordagem técnico-táctico não terá sido a melhor; e em Coimbra, o pecado mortal esteve na finalização, porque oportunidades (além de duas escandalosas grandes penalidades que ficaram por assinalar… Ai se isto tivesse sido para os lados da VCI, tínhamos de novo um episódio de choradeira e revolta, como aquando da derrota em Barcelos) não faltaram.

 

Não podendo ignorar os factos supracitados… eu acredito!

 

(Imagem original substituída pela seguinte)

 

 

Sexta-feira estarei na catedral. Todos juntos seremos capazes de levar de vencida o Porto, pois só a vitória interessa. Que seja um jogo fraco, pachorrento, enfadonho mas que o ultimo apito do senhor Pedro Proença (pede-se arbitragem imparcial) me dê um momento de alegria: Vitória do meu Benfica. E como dizia o outro: nem que seja por meio a zero!!!

 

 

 

 

NOTA 1:

Pensemos nos chamados “big five” campeonatos europeus: Inglaterra, Alemanha, França, Itália e Espanha.

City, Dortmund, Montpellier e Milan, são líderes com vantagens mínimas, Real Madrid comanda com 10 pontos de avanço. Aquela que é considerada a melhor de todos os tempos, olha para cima e vê os merengues a distância abismal. Por regra, desvaloriza-se o rendimento da equipa de Madrid e valoriza-se demasiado a liga espanhola. Não há, entre os “big five”, campeonato mais desnivelado e desinteressante. O terceiro, caros leitores, está a 21 pontos do primeiro. À 23ª ronda!

 

NOTA 2:

No jogo do título em Itália, disputado no passado sábado, no Meazza, entre o Milan e a Juventus, os donos da casa marcaram um golo (a bola, cabeceada por Muntari, estava um metro dentro da baliza, quando Buffon a deteve) que não foi concedido. A FIFA está farta de prometer soluções para este flagelo. Mas como palavras, leva-as o vento…

 

NOTA 3:

O Estoril-Praia está lançado, de forma que parece imparável, rumo à Liga Zon-Sagres. Mérito do técnico e do grupo de trabalho, sem dúvida, com a responsabilidade acrescida que é devolver os “canarinhos” ao convívio dos maiores. Parabéns pois, ao treinador, Marco Silva.

 

PS: Sem querer ferir susceptibilidades o autor da presente crónica, decidiu alterar a imagem presente na mesma.

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