Juventude Leonina, claque afeta ao Sporting, emitiu um comunicado neste domingo a reagir aos incidentes do jogo frente ao Casa Pia. O grupo de adeptos deu a sua versão dos factos, principalmente da ligação com a direção dos leões, com a qual não tem tido a melhor das relações.

“A Juventude Leonina, numa tentativa de restabelecer a ligação com esta Direção do Sporting, aceitou assinar um protocolo. Após a assinatura do mesmo, enviámos para o Sporting os dados necessários para serem reenviados à APVCD [Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto] e ficar novamente reposta a legalização do GOA [Grupo Organizaddo de Adeptos]. Um processo burocrático e demorado que, entre retificações e revisões do mesmo, nunca tinham fim. Enviamos constantemente e-mails para a Direção aos quais sempre fomos ignorados”, pode ler-se no início do comunicado.

“Desde o final de agosto que esta Direção se remeteu, como é apanágio nestes anos, ao silêncio e a ignorar os seus sócios e GOA. Ontem assistimos a uma desmedida carga policial (que só acontece em Alvalade, vamos lá saber o porquê) no setor A14, incidido sobre os sócios do Sporting de uma forma abrupta e incoerente”, denuncia o mesmo comunicado.

A Juve Leo sugere ainda a consulta das imagens de vigilância do estádio para identificar os responsáveis pela deflagração da pirotecnia na bancada, apontando ainda o dedo à rusga feita à sede da claque antes do jogo.

“Se o foco era pela suposta pirotecnia, informamos que existem excelentes câmeras de vigilância que permitem detetar de imediato as infrações, mas como desde 2 horas antes do jogo na sede da Juventude Leonina, já tínhamos tido uma fiscalização da ASAE, Polícia Municipal e Corpo de Intervenção, a carga policial foi o finalizar a alegadamente estratégia”, disse ainda.

Por fim, a Juve Leo criticou a direção de Fredrico Varandas, a qual acusa de não fazer algo para defender os sócios do clube.

“Esta Direção do Sporting em nada defende os seus sócios, o comunicado devia dizer que vão apurar responsabilidades na carga policial a mulheres, crianças e pessoas de mobilidade reduzida na bancada, ou será que esta Direção usa sempre a Juventude Leonina para desviar o foco dos maus momentos?”, conclui.

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