Domínio de Bola esteve à conversa com o Guilherme Sobis.

O atual extremo UD Oliveirense falou sobre o seu passado e sobre a atual época.

O seu início no Corinthians e a origem da sua alcunha ‘Alemão’ no futebol.

O brasileiro aborda ainda a passagem por vários clubes portugueses entre eles o Leixões que confessa que o marcou bastante e ainda um momento em que causou uma lesão a Mauro Riquicho que afirma que o marcou emocionalmente.

Guilherme, para começarmos em beleza, conta-nos como surgiu a tua alcunha ‘Alemão’ (alcunha pela qual é conhecido no futebol).

Foi um colega meu (hoje meu amigo) que durante um teste no Corinthians não sabia o meu nome e começou chamar-me Alemão por ter olhos claros e ser loiro.

Ou seja, a tua alcunha foi criada por um amigo teu. Quem é esse teu amigo?

Exatamente, ele chama-se Tuco.

Sabes se ele ainda pratica futebol?

Já não, ele deixou o futebol, éramos muito novos, tínhamos apenas 15 anos.

Queres falar-nos sobre esse teste no Corinthians?

Claro. Na época em que participei, fiquei entre os escolhidos. Éramos mais de 200 miúdos e eu fiquei entre os cinco melhores, contudo, não cheguei a assinar contrato porque estávamos numa época em que houve mudança de presidente e acabou por revolucionar tudo.

Se tivesses entrado no Corinthians, achas que estarias num patamar mais elevado?

Isso é uma pergunta difícil de responder, não sei. Atualmente  jogo com atletas que já passaram por grandes clubes na formação e estão a jogar contra mim, contudo, talvez tivesse sido diferente, sim.

Como chegaste a Portugal?

Uns empresários viram o meu DVD e acabaram por me trazer para Portugal.

Em Portugal, qual foi a primeira proposta que tiveste, lembras-te?

Foi o Tourizense, joguei lá 2 épocas; depois fui para a equipa B do Marítimo, onde consegui ainda fazer um jogo pela equipa principal.

O que mais gostaste em Portugal?

Gosto muito da vossa comida, acho semelhante à nossa comida brasileira. Acho um país seguro e tranquilo para viver.

Até ao momento, qual o clube que mais gostaste de representar?

Sem dúvidas, o Leixões.

Porquê o Leixões?

Pelos seus adeptos. São incríveis. O amor que eles têm ao clube é impressionante.

Se o clube que mais gostaste foi o Leixões, porque trocaste o clube de Matosinhos pela Oliveirense?

Infelizmente naquela época não chegámos a acordo para a minha renovação e acabei por sair.

Achaste o projeto da Oliveirense ambicioso?

Sim, achei. Já conhecia o treinador, ele contou-me o projeto e passou-me bastante segurança, mas não foi muito fácil tomar a decisão de sair de uma segunda liga para ir para o Campeonato Prio.

Qual é o objetivo da Oliveirense este ano na Segunda Liga?

O objetivo é a permanência na Segunda Liga, mas entre os 10 primeiros.

E na Taça da Liga? O clube carimbou a passagem às meias finais. O objetivo é vencer a prova?

Claro que sim. Enquanto tivermos possibilidade para isso, vamos sonhar mas o nosso objetivo principal é a permanência na Segunda Liga.

Quando mencionam a Liga Portuguesa, qual é o primeiro clube que pensas e qual escolherias para jogar?

O Benfica e o Porto, mas escolheria jogar no Benfica pela sua massa adepta mas também gosto muito do Porto.

Se neste momento surgisse proposta de um clube brasileiro trocavas Portugal pelo Brasil?

Depende da proposta. Tinha mesmo que ser muito boa. De momento não tenho isso em mente. Tenho vontade de fazer minha vida em Portugal, até mesmo depois de deixar o futebol.

Qual o momento mais embaraçoso que já passaste em Portugal?

Assim de cabeça, não me lembro de nenhum momento embaraçoso. Por outro lado, um momento que me marcou muito em Portugal não foi por um bom motivo. Infelizmente estive envolvido na lesão de um companheiro de profissão, o Mauro Riquicho, do Sporting B. Um lance de disputa comigo em que ele acabou por partir a perna. Eu depois desse lance acabei por sair de jogo por não me sentir em condições de continuar. 

Sem condições?

Condições psicológicas, fiquei muito afetado emocionalmente e fui substituído.

Mandaste alguma mensagem a pedir desculpa pelo sucedido?

Sim, no dia seguinte ele já tinha sido operado. Eu liguei-lhe a pedir desculpas.

E qual foi a resposta dele?

Respondeu-me que era um lance normal e que viu que não havia intenção de magoá-lo.

 

 

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