Filho de Jorge Gamboa (antigo jogador do Rio Ave, Sp. Braga entre outros),  João Gamboa esteve à conversa com o Domínio de Bola onde abordou o seu passado em clubes anteriores e onde comentou a sua recente transferência para o Marítimo. 

 

Gamboa, fizeste a tua formação partilhada em dois clubes, o Varzim e o Rio Ave. O que te fez tomar esta decisão?

Houve uma ano em que fui para o Rio Ave porque o meu avô era treinador dos juvenis e ele insistiu para que eu fosse para lá, contudo, mais tarde, os meus colegas de escola jogavam todos na equipa de Varzim e eu queria jogar com eles – foi assim que me mudei para o Varzim SC.

Filho de Jorge Gamboa (antigo jogador do Rio Ave, Sp. Braga entre outros), o facto de o teu pai ter sido futebolista influenciou de alguma maneira o teu sonho de ser jogador?
De certa forma sim, ele sempre foi o meu ídolo, apesar de me ter incentivado mais para seguir os estudo. Acho que a vontade de ser jogador já nasce connosco, depois depende se tens mentalidade suficiente para ser ou não. 
Já representaste cinco equipas. Em qual delas mais gostaste de jogar?
Se tiver em conta tudo, o Braga B, pelo grupo que éramos, desde o roupeiro aos diretores, passando pelos fisioterapeutas e equipa técnica, mas mais especificamente pelo futebol que praticávamos. Já jogávamos de olhos fechados, pois já nos conhecíamos muito bem.
Conseguiste a tua estreia na equipa principal do Braga em 2015 com apenas 18 anos, Sérgio Conceição sentia a necessidade de chamar alguém da equipa B para a posição 6 e foste tu a merecer a chamada. Como reagiste ao saber que te ias estrear na equipa bracarense?
Eu não sabia que me ia estrear, mas como é óbvio tinha a esperança de entrar. O jogo estava controlado já ganhávamos por 5-0 e o mister Sérgio Conceição deu-me a oportunidade de sentir o grande ambiente do Estádio Axa. Foi fantástico, o estádio estava muito bem composto e assim que entrei pensei para mim mesmo “é isto que eu quero, é por isto que vou lutar” com um nervoso miudinho à mistura; tentei desfrutar ao máximo daquela experiência.
Qual é a sensação de jogar na primeira liga?
Acima de tudo é um sentimento de realização pessoal e de orgulho, pois é o reconhecimento do teu trabalho chegar ao maior escalão do teu país.
Representaste Portugal no Torneio Internacional de Toulon, torneio esse onde Portugal ficou em terceiro lugar após bater nas grandes penalidades a República Checa. Como te sentiste ao fazer parte da seleção portuguesa neste evento?
Representar a nossa seleção é o maior orgulho que nós atletas podemos ter. Para mim esse torneio foi o reconhecimento máximo da minha época e acabei por fazer um torneio bastante interessante.

Como surge a mudança para o Marítimo?

Quando surgiu o interesse da parte do Marítimo, eu e o Mister Abel tivemos uma conversa em que chegámos à conclusão que o melhor para mim era a mudança para o Marítimo, pois no Braga ia ter pouco espaço e nesta fase é importante jogar Não significa que no Marítimo vá ser primeira opção, mas espero ter mais espaço do que tinha no Braga e vou fazer para ganhar o meu lugar na equipa.
Se não tivesse surgido a proposta do Marítimo, ponderavas ficar no SC Braga ou estavas mesmo determinado a ter uma nova aventura?
Perante as condições, talvez me aventurasse.
Já conheces os teus companheiros da equipa da Madeira. Perante o plantel que já foi apresentado, até onde achas que a tua nova equipa é capaz de ir na principal liga portuguesa?
Sinceramente ainda não deu para conhecer muito esta nova equipa, contudo, o que te posso dizer é que somos uma equipa muito competitiva e muito pressionante e quando temos bola gostamos de a valorizar.
O Marítimo, tal como o Braga (a tua antiga equipa) vai disputar a Liga Europa. Quais as tuas expectativas relativamente a esta competição?
Assim como em qualquer jogo, vamos jogar para ganhar dando sempre o nosso melhor.
Tens alguma história que queiras partilhar connosco?
Uma vez tive uma história complicada no Benfica: fraturei o perónio e acabei por jogar muito pouco. O Benfica no ano seguinte não contava comigo e na altura isso foi difícil de digerir. Contudo, o meu clube do coração e da minha terra aceitou-me de volta e deu-me oportunidade de ter uma nova oportunidade de sentir prazer em jogar futebol. Nesse ano, o meu primeiro ano de júnior, acabei por me estrear na equipa principal no Campeonato Nacional de Seniores.
Quem foi o teu ídolo de infância e com quem gostarias de dividir o relvado?
O meu ídolo de infância é o Ronaldinho porque cresci a vê-lo jogar, mas sou fã do nosso Tiago e do Michael Carrick. Gostaria de dividir o relvado com o nosso Cristiano Ronaldo.

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