Entrevista Exclusiva de DomíniodeBola a Rui Pedro

Formado no F. C. Porto, e com passagens discretas por outros clubes portugueses, Rui Pedro chega à ribalta à custa dos romenos do Cluj e depois de uma primeira parte de sonho na Liga dos Campeões, frente ao Sporting de Braga. O DomíniodeBola falou em exclusivo com o jogador e foi procurar saber mais do passado, presente e futuro deste que é um dos muitos portugueses que procuram o seu lugar ao sol além-fronteiras.

O que sente um jogador ao saber que é o único português, além de Cristiano Ronaldo, a marcar três golos numa partida da Liga dos Campeões?

É um enorme orgulho poder partilhar este feito com um jogador desta dimensão e claro que me deixa muito feliz e com vontade de evoluir cada vez mais.

 

O que é que esta súbita exibição vistosa, coroada com 3 golos, pode significar no seu futuro? Os clubes de maior nomeada andarão mais atentos?

Não sei, só o tempo e as pessoas ligadas a esses clubes é que poderão responder a isso. Agora, é normal que me sigam atentamente e que esperem cada vez mais de mim.

 

Tem um sabor especial ter marcado o hat-trick a uma equipa portuguesa?

Sim, mas o mais importante é poder fazer um golo na competição maior, a Champions League. E o sabor que tem fazer uma boa exibição contra uma equipa portuguesa é que as pessoas em Portugal possam dar mais valor tanto a mim como a outros jogadores que jogam no estrangeiro.

 

Porque é que só ouvimos falar do Rui Pedro com mais insistência agora, com cerca de 24 anos?

Eu tenho estado bem no campeonato aqui na Roménia, mas como marquei três golos na Champions é normal que se fale mais de mim.

 

Foi um dos três primeiros rostos – juntamente com Castro e Ventura – do projecto “Visão 611”, mas apenas Castro permanece no F. C. Porto. Porque é que não se afirmou no clube onde foi formado?

É normal porque o F.C. Porto não dá muitas oportunidades aos jogadores da formação e também porque falamos de uma equipa muito forte a nível mundial e, como tal, é difícil poder jogar no F.C. Porto.

 

Ainda em Portugal, passou por Estrela da Amadora, Gil Vicente, Portimonense e Leixões. Como foram essas experiências?

Todas elas à sua maneira foram importantes para mim, mesmo aquelas que não foram boas profissionalmente – serviram para crescer enquanto homem e pessoa. Agora, sem dúvida que nunca me afirmei como me estou afirmar aqui no Cluj.

 

Vê com bons olhos um regresso a Portugal? Em que circunstâncias é que essa possibilidade poderia ocorrer?

Para já, não, nem sequer coloco essa hipótese. Sou muito feliz aqui e dão-me todas as condições para eu crescer profissionalmente.

 

O que o levou a abraçar o projecto do Cluj?

Talvez a experiência de jogar na Champions e ser um clube que luta todos os anos para ser campeão, até porque nunca me deram essa oportunidade em Portugal.

 

Quais são as ambições do Cluj para esta temporada, em termos nacionais e europeus? E a médio prazo?

Estamos na luta pelo campeonato, embora sabendo que é muito difícil, uma vez que estamos a 13 pontos do Steaua de Bucareste. Em termos de taça, estamos nas meias-finais. Em termos europeus, como toda a gente sabe, estamos na luta por um lugar nos quartos-de-final da Champions. A médio prazo, o Cluj é uma equipa que vai lutar sempre para ser campeão e quer marcar presença nas competições europeias.

 

Que razões encontra para a saída em massa de jogadores portugueses para clubes do leste europeu?

São várias as razões: acho que a primeira é a nível financeiro; como em Portugal jogamos em clubes médios, não recebemos tanto como aqui. Depois, as ambições dos clubes são diferentes, aqui lutamos para sermos campeões e podemos jogar na Champions, como este ano acontece no Cluj. Por exemplo, no ano passado fui campeão, este ano estou a jogar na Champions. Aí em Portugal só mesmo nos clubes de topo.

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