André Villas-Boas concedeu uma entrevista ao programa Hora da Verdade, uma colaboração entre a Renascença e o Público, na qual abordou diversos temas atuais.
Um dos pontos destacados foi a possibilidade de perder as eleições neste momento e recandidatar-se em 2028, uma perspetiva que ele descartou totalmente. André Villas-Boas justificou a sua decisão com base na situação crítica em que o clube se encontra atualmente.
“O FC Porto está numa situação crítica, e eu não queria fugir às minhas responsabilidades. Mas em 2028, já não será para mim”,
afirmou o ex-treinador.
Explicou ainda que está a apresentar-se agora com uma visão de futuro, cercando-se das pessoas certas, que podem não estar disponíveis para ele em 2028. Villas-Boas também ressaltou que o FC Porto, tal como o conhecemos, já não será o mesmo.
AVB assegurou que não terá voz ativa se perder a eleição no próximo mês. Caso isso aconteça, Villas-Boas pintou um quadro sombrio para o futuro do FC Porto.
“O FC Porto continua a ser uma fonte de receita valiosa, mas está a produzir cada vez menos, embora beneficie significativamente algumas pessoas. Parece haver um enriquecimento absoluto de pessoas associadas ao universo do clube, inclusive pessoas ligadas à administração. Nos últimos 15 anos, cerca de 27 milhões de euros foram pagos em remunerações à administração”,
afirmou AVB.
Mencionou ainda que João Rafael Koehler, ligado ao fundo Quadrantis, está envolvido na antecipação de receitas do FC Porto e em operações de factoring, cujas condições e juros não são conhecidos. Villas-Boas sugeriu que direitos comerciais e passes de jogadores podem estar envolvidos como garantia para o fundo Quadrantis. Segundo o próprio caso o clube não cumpra determinadas condições, o Quadrantis poderá tornar-se proprietário do FC Porto.





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