O jornal OJOGO avança esta quinta-feira que o SL Benfica e o Manchester City declararam as transferências de Rúben Dias (por 68 M€, mais 3,6 por objetivos, num bolo total de 71,6) e Otamendi (15 M€) como negócios independentes, mas segundo as escutas da operação Cartão Vermelho, reveladas pelo Correio da Manhã, o processo foi o mesmo, tendo os clubes acertado os valores em alta, o que levou o inspetor tributário Paulo Silva a classificar o negócio como um “arranjo entre os clubes”.

De acordo com a mesma fonte, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, confirma que “na sequência” da notícia, “solicitou alguns esclarecimentos à Benfica, SAD”, lembrando que tal “é habitual neste tipo de situações”.

O regulador do mercado pretende explicações face às revelações do processo que levou Rúben Dias para o Manchester City e Otamendi para a Luz. De acordo com as escutas, Miguel Moreira, administrador da SAD, estipulou o negócio de Rúben Dias em 50 M€, pagando daí o Benfica seis milhões em comissões, ou seja, recebendo 44 M€.

Na conversa telefónica tornada publica pelo CM, Luís Filipe Vieira, o antigo líder das águias dizia que iria contar a Jorge Mendes que “”eles” [o City] lhes pediram para meter 21 [milhões], os 6 milhões e os 15 milhões, só para terem resultado.” Estes seis milhões (6,6) referem-se a uma compensação a Otamendi pela forte diminuição de salário e os 15 como avaliação do central.

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