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Escrito por: Duarte Pernes

 

Não haverá um único benfiquista que, em consciência, não saiba que os quatro pontos de distância que a sua equipa mantém para o FC Porto são fruto, principalmente, de erros de arbitragem que até poderiam receber o epíteto de anedóticos se a dualidade dos mesmos não fosse tão gritante. Não são equívocos que correspondam a um mal que se vá dividindo pelas aldeias, mas sim a uma tendência que é transversal a todo o campeonato. O Benfica pode tremer – e treme muito –, mas não cai porque haverá sempre quem lhe vá pôr a mão por baixo e o ampare.

Pedir o título aos dragões parece ser, no presente, uma exigência demasiado alta, em virtude das desigualdades externas aludidas no parágrafo último. O que já não é excessivo, como apontei noutro artigo, é exigir ao conjunto de Lopetegui um fim de campeonato consentâneo com o espírito guerreiro do clube. Isso significa, fatalmente, uma luta pelo primeiro lugar até ao termo da prova, algum conforto na distância para o terceiro classificado e os quartos-de-final da Champions. Tudo o que for contrário a este cenário deixará, forçosamente, a administração da SAD portista a ter de repensar bem a validade do projecto em que o treinador espanhol é a figura central. Porque se do ponto de vista financeiro, os pressupostos da temporada parecem estar, no mínimo, bem encaminhados, a consecução dos objectivos desportivos (que é o mais importante) não se afigura fácil.    

Os três próximos encontros (frente a Sporting, Braga e Basileia) serão assim decisivos e servirão para clarificar o que vai ser a temporada azul e branca. Igualmente, poderão legitimar (porque nestas coisas, de forma justa ou injusta, as vitórias têm esse condão), em maior ou menor grau, as queixas em relação às tais iniquidades arbitrais. Mas sobretudo, os referidos desafios constituem-se como testes de peso a uma equipa que não conseguiu ainda averbar um único triunfo em partidas de dificuldade muito elevada.  

Ao indiscutível empenho e sacrifício que jogadores e staff técnico têm tido, pede-se também que se junte a frieza e audácia que acompanham os campeões nos momentos determinantes. As arbitragens, como já se percebeu, penderão sempre contra.

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