Em declarações exclusivas ao jornal A Bola, Boaventura expressou seu descontentamento com a decisão judicial, alegando ter sido condenado “por fé” e sem provas concretas que sustentem a acusação.
“É tudo mentira. Desde o início, sabia que ia ser condenado, mas fui julgado por convicção e não por factos. Vou recorrer para o Tribunal da Relação e, se necessário, para o Tribunal Constitucional”, afirmou o empresário, destacando sua determinação em lutar contra o que considera ser uma injustiça.
Boaventura criticou severamente o processo, apontando falhas na investigação e inconsistências nos depoimentos das testemunhas.
“Não houve uma investigação adequada. Os depoimentos são uma constante contradição. Até Marcelo [um dos jogadores envolvidos] disse que não lhe ofereci dinheiro”, ressaltou, apontando discrepâncias nas acusações e defendendo sua inocência.
O empresário, que estará impedido de exercer funções no futebol por dois anos como pena acessória, questionou ainda a lógica por trás da decisão do juiz, especialmente tendo em conta as alegadas contradições e a ausência de provas concretas.
“É ridículo. Um dos jogadores testemunhou sobre uma suposta conversa que envolvia Luís Filipe Vieira e Jorge Jesus, quando na verdade o treinador do Benfica era Rui Vitória naquela época. Se o juiz estava tão convicto da minha culpa, por que não optou por uma pena efetiva?”, questionou Boaventura.
Além disso, destacou a ausência de Sporting e FC Porto no julgamento, apesar de serem assistentes no processo, interpretando este fato como evidência de que o caso se insere numa “guerra” entre Benfica e FC Porto, da qual se considera alheio.
“Isto nada tem a ver comigo. É uma guerra entre Benfica e FC Porto”, concluiu, refutando a legitimidade das acusações de que é alvo.
César Boaventura condenado a três anos e quatro meses de prisão


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