Sábado, 5 de Setembro de 2026
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Burlão faz-se passar por Luís Castro e consegue enganar jogador do Grêmio

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Um esquema de fraude envolvendo o nome de Luís Castro, treinador português do Grêmio, levou à detenção de um suspeito no Rio de Janeiro.

O homem fazia-se passar pelo técnico através do WhatsApp e abordava jogadores do clube com pedidos de dinheiro para uma alegada ação solidária.

Segundo a investigação da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, o suspeito utilizava uma fotografia de Luís Castro no perfil e entrou em contacto com pelo menos quatro jogadores do Grêmio. O objetivo era ganhar a confiança das vítimas antes de pedir transferências através de PIX, sistema semelhante ao MB WAY utilizado em Portugal.

Num dos casos, o falso treinador manteve conversas com um jogador durante vários dias, perguntou pela família, pela rotina e pelo rendimento desportivo e chegou mesmo a pedir-lhe que aparecesse mais cedo no centro de treinos para falarem pessoalmente. Também exigiu que o contacto fosse mantido em segredo.

Depois de conquistar a confiança da vítima, o burlão pediu dinheiro para a compra de 300 cabazes alimentares destinados, alegadamente, a um projeto social no Rio de Janeiro. O valor total rondava os 3.773 euros. Após uma primeira tentativa falhada devido ao limite diário da conta, a transferência acabou por ser realizada no dia seguinte.

O esquema não ficou por aí. O suspeito tentou posteriormente convencer o mesmo jogador a adiantar o equivalente a cerca de 8.390 euros relativos a uma suposta contribuição de outro colega de equipa que estaria fora do Brasil. Desta vez, a transferência não chegou a ser concluída.

As autoridades acreditam que o grupo terá utilizado métodos semelhantes para abordar outros jogadores e personalidades ligadas a clubes brasileiros, além de elementos associados a uma equipa europeia e até um artista conhecido.

A operação policial, denominada “Falso 9”, resultou no cumprimento de um mandado de prisão preventiva e de dois mandados de busca e apreensão em Itaperuna, no estado do Rio de Janeiro. O principal suspeito está a ser investigado por burla informática e usurpação de identidade.

Luís Castro não teve qualquer participação no esquema e o seu nome e imagem foram utilizados pelos suspeitos para dar credibilidade aos pedidos enviados aos jogadores.

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