Todas as condições estavam reunidas para que ontem o Sporting saísse de Arouca com um resultado negativo. Relvado extremamente húmido (só quem lá esteve é que percebeu isso), Lito Vidigal decidido em fazer um anti-jogo constante, inclusive fazendo ele também parte desse folclore, Cosme Machado em perfeita sintonia com Lito e ainda os bilhetes caríssimos para um jogo “ao relento” numa noite de domingo.

No entanto, a estrela, que espero ser a de campeão, apareceu e colocou justiça no marcador para aqueles que mais fizeram para tornar um jogo de futebol digno desse nome. Para quem teve a coragem de aparecer no Municipal de Arouca (eu, por exemplo), aquele golo ao minuto 90 soube tão bem, mas tão bem, que teve o condão de reduzir os danos colaterais da sempre viagem difícil àquela maravilhosa Vila. O jogo de ontem serviu também para perceber in loco algumas coisas que já me vinham passando pela cabeça, ajudando a ter ainda mais certezas sobre alguns aspectos técnicos e táticos do Sporting. Por exemplo, percebi que João Pereira está limitadíssimo; William tem este ano de ser campeão pelo Sporting, isto porque não é jogador para este campeonato; Slimani corre que se farta e Teo é um vagabundo que troca os olhos a qualquer adversário (eu que sou admirador das qualidades de Montero, percebo porque joga o outro colombiano).

Posto isto, acredito que Jesus sabe o que está a fazer, e até que me prove o contrário vou ter que ir aceitando as suas opções de gestão. Já o disse a vários amigos: só me renderei a Jesus se este fizer deste Sporting campeão, caso contrário, mantenho a minha posição de desconfiança para com o treinador leonino! Aquele minuto 90, valeu por muitos minutos 70 desta vida…

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