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André Villas Boas revela o seu projeto desportivo para o FC Porto

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André Villas-Boas, antigo treinador do F. C. Porto, vai formalizar a candidatura à presidência do clube em janeiro. O ex-treinador apresenta um novo modelo desportivo centrado no recrutamento de talento e na potenciação dos valores da formação. Ele busca revitalizar as finanças do clube com transferências milionárias. Villas-Boas pretende implementar um portal da transparência para que os sócios possam conhecer todos os negócios do clube. Ele expressa preocupação com a constante descida do F. C. Porto nas prioridades da administração atual e defende uma mudança, modernização estrutural e gestão mais eficaz.

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“Eu defendo um modelo onde o F. C. Porto volta a ser referência nacional e internacional na qualidade do talento que recruta e que cria receita para o F. C. Porto, seja através da formação, seja numa otimização do seu scouting, e que serve a equipa principal. É um modelo que assenta na parte desportiva do F. C. Porto e numa melhoria interna dos seus modelos de gestão, juntamente com a expansão da marca, um controlo rigoroso de custo aliado à criação de receitas. Há aqui um conjunto de estruturas que têm de funcionar melhor e neste momento isso não acontece. Na equipa profissional, pelo menos na minha altura, o treinador dedicava-se apenas a treinar. Porque as estruturas que o envolviam funcionavam na perfeição. Temos um treinador que está isolado dessas estruturas, que no fundo é o comandante das operações do F. C. Porto, e por não ter estruturas funcionais à sua volta, temos visto durante estes últimos sete anos da sua gestão, de certa forma, um delapidar do valor global plantéis dos jogadores que antes geravam muitas mais valias. Se tenho alguma carta na manga no sentido de atrair investimento? Antes de mais, temos que ver o que se passa relativamente ao parceiro estratégico que o F. C. Porto está a alinhavar para o futuro. Temos um diretor financeiro que anunciou que até ao final do ano o F. C. Porto iria entrar em capitais próprios positivos, ou ser muito próximo de positivos. Importa saber o que se passa com esta parceria que vai muito além da Legends e do naming do estádio, e do naming do centro de treinos e de certa forma do “food and beverage” do estádio. Portanto, importa saber o que realmente há com a Sixth Street, caso seja esse o parceiro, e quais é que são as implicações da mesma. Por parte do CFO foi dito que potencialmente poderia ter a ver com a venda de uma das participadas do clube. Ora, se o F. C. Porto está a vender uma parte das suas empresas, no fundo está-se a vender. Portanto, isto não deixa de ser também uma forma maquilhada de vender parte do F. C. Porto. Não será o capital social da sua SAD neste caso, mas será uma das participadas, neste caso a Porto Comercial. E se há realmente uma venda deste ativo, há uma mais-valia imediata, e se calhar é essa mais-valia que levará a capitais próprios positivos. Desconhecemos. Se tenho feito diligências para encontrar parcerias financeiras? O F. C. Porto é um clube que está dentro do associativismo, mas tem uma empresa cotada em bolsa. Eu não sou o seu representante enquanto seu presidente, sou um acionista muito pequeno da SAD. Há um projeto, uma consultoria e temos um parceiro que nos olha diretamente para os moldes que queremos construir relativamente a investimentos futuros, a parceiros estratégicos, a renegociação da dívida e oportunidades de investimento. No entanto, há aqui uma parte que está relacionada com o crescimento da marca F. C. Porto, com o aumento de receitas, com um trabalho que tem de ser feito internamente para melhorar e gerar mais receitas e tudo isto está relacionado com um modelo de gestão mais eficaz. Se o parceiro é uma instituição bancária? Não, neste momento nós trabalhamos em consultora para perceber modelos possíveis. Portanto, não estamos a trabalhar especificamente em nenhum porque não estamos nesse poder de representatividade e de nos podermos sentar com alguém em representação de uma instituição da qual não somos os representantes”.

O candidato revela que quer contar com Angelino Ferreira, antigo administrador da SAD, e menciona o treinador Antero Henrique como um dos melhores CEOs com os quais trabalhou, mas afirma que não fará parte da sua equipa. Villas-Boas critica a gestão financeira recente do clube, apontando para um resultado líquido negativo em 48 milhões de euros. Ele propõe um modelo onde o F. C. Porto volta a ser referência nacional e internacional na qualidade do talento recrutado, gerando receitas através da formação e do scouting.

O ex-treinador aborda a possibilidade de um parceiro estratégico e afirma que tem trabalhado com consultores para entender modelos possíveis. Ele destaca a importância de melhorar as estruturas internas, criar receitas e controlar rigorosamente os custos. Villas-Boas promete um corte imediato de custos na administração, visando reduzir para metade o valor atual. Ele propõe uma remuneração fixa com ponderadores positivos e negativos para a remuneração variável, esta sujeita ao sucesso financeiro do clube. Além disso, promete criar um portal da transparência para detalhar valores obtidos em transferências e negócios.

Em relação à sua mudança de opinião sobre a liderança do presidente Pinto da Costa, Villas-Boas explica que o F. C. Porto deixou de estar em primeiro e serve interesses pessoais de outras pessoas. Ele acredita que o clube precisa de uma mudança, modernização estrutural e gestão mais eficaz para superar a constante descida nas prioridades da administração atual.

“Vamos criar um portal da transparência. Vai além dos típicos comunicados à CMVM. Detalha especificamente o valor obtido, deduzindo todos os custos e comissões. Relativamente a transferências e a negócios.Os comunicados não são claros, parece-me evidente. Os relatórios e contas têm partes que são subjetivas. A rubrica “outros” é sempre uma delas, onde o F. C. Porto acumula, penso que desde 2011, mais de 50 milhões de gastos. É aí que estão custos de intermediação de jogadores abaixo de valores de dois milhões de euros. E não vejo a razão para não explicar porque é que as comissões vão para determinado agente, em determinada situação, normalmente associadas às transferências de jogadores da equipa B e das equipas de formação. Portanto, é precisamente nestas áreas que a gente quer intervir e tornar tudo muito claro. E temos uma clara intenção de avaliar bem o que é que se passa nessas transferências da equipa B”, terminou.

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