Terça-feira, 8 de Setembro de 2026
Porto Sentido

Agora só 2015 importa

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Escrito por: Duarte 

O Porto perdeu o campeonato, perdeu a Liga Europa e perdeu a Taça de Portugal. As razões que levaram a este cenário negro já foram demasiadas vezes pisadas e repisadas e não valerá a pena voltar a isso, sobretudo quando aparentemente a SAD azul e branca estará, e bem, concentrada em preparar o futuro. No presente, restam os lamentos pelo que se perdeu e, principalmente, pela maneira como se perdeu. Aos dragões faltou, desde logo, organização e sentido táctico, mas além disto deveria ter, no mínimo, havido ambição e espirito de sacrifício para que, ao menos, fossem cumpridas as metas que ainda eram possíveis de atingir.

Durante algum tempo, como afirmei há algumas semanas, ainda houve a sensação de que Luís Castro poderia estabilizar a equipa e conseguir um final de época mais tranquilo. O técnico interino fez o que pôde e soube e, é justo dizê-lo, não se lhe poderia exigir mais. No entanto, o FC Porto acabou mesmo por cair com estrondo, ferido nos próprios erros estruturais que cometeu no último Verão.      

De facto, desde a temporada em que Octávio Machado esteve ao leme do dragão – e já lá vão doze anos desde tal fatídica efeméride – que não me recordo de nada assim do ponto de vista desportivo. Talvez essa época tenha doído mais, até pelo facto do Porto vir de dois anos sem ganhar, mas não é por isso que esta passa a ser mais fácil de suportar. Nada disso atenua o sofrimento causado por uma época como esta, em que se falhou rotundamente. Nada pagará o que os adeptos sentiram nas bancadas do Sanchez–Pizjuán e na Luz, enquanto o descalabro se passava lá em baixo, bem à vista dos seus olhos.

Agora há que olhar em frente, emendando os erros e fortalecendo as bases. Já aqui referi qual seria o perfil de treinador que me agrada: um treinador estrangeiro, com créditos minimamente firmados de preferência. Não será, porventura, fácil chegar-se a um nome que possua estas características, mas ao mesmo tempo não se vislumbram alternativas realmente credíveis no mercado nacional, ainda por cima depois do falhanço com Paulo Fonseca e do consequente desgaste que treinadores dessa tipologia passaram a representar.

Claro que, ao mesmo tempo, é necessário subir os índices qualitativos da actual equipa, que é melhor do que aparenta ser e que, em certa medida, foi também vítima de um conjunto de factores que a desvalorizaram. Porém, um plantel até pode ser muito bom, mas com um mau treinador dificilmente terá bons resultados. O papel de um técnico é fundamental sempre, em qualquer circunstância. Eu não reduzo tudo a esta questão, não me canso de o dizer, mas com uma pessoa de facto competente no banco, temos meio caminho andado para o sucesso. Sem essa pessoa, o projecto cairá pela base novamente.

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