FC Porto

“A única coisa de que tenho medo é se um dia vier a ter medo de algo”

“A Única Coisa De Que Tenho Medo É Se Um Dia Vier A Ter Medo De Algo”

pinto da costa supertaca

Jorge Nuno Pinto da Costa, presidente do FC Porto, revelou em mais um episódio da série Ironias do Destino, sobre os 39 anos de presidência no clube, o que se passou num episódio a 3 de novembro de 1993.

Nesse dia, o FC Porto jogou em casa do Feyenoord, num duelo referente à qualificação para a Liga dos Campeões e que ficou marcada por uma ameaça de bomba na noite anterior ao jogo.

“Tínhamos ganho aqui 1-0 e adivinhava-se um segundo jogo muito difícil, foi criado um ambiente nas próprias televisões da Holanda por causa de um incidente que tinha havido entre um jogador nosso e um deles. Criaram um ambiente hostil à volta disso e na véspera do jogo, eram duas da manhã, acordei com o Reinaldo Teles a bater-me à porta do quarto com dois sujeitos, um do hotel outro da polícia, a dizer que tínhamos de evacuar o hotel porque havia uma ameaça de bomba”, começou por relatar o presidente do FC Porto.

“Achei estranho, porque se houvesse realmente uma ameaça ninguém ia pedir autorização para evacuar. Perguntei a que horas ia explodir a bomba, disseram que dentro de uma hora. E eu disse: ‘Então, a gente cá está, estamos sempre unidos na vida e vamos unidos para a morte, não há problema’. A prova de que era uma invenção para tirar a equipa do descanso é que se houvesse perigo não iam aceitar. Depois soubemos que não era um elemento da polícia, era uma encenação. A resposta da equipa foi um jogo excelente, conseguimos o empate e fomos pela segunda vez à fase seguinte da Liga dos Campeões”, acrescentou Pinto da Costa, sublinhando que a única coisa de que tem medo é “se um dia vier a ter medo de alguma coisa”.

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