Mais uma semana, mais uma crónica… Desta vez, o assunto será a convocatória portuguesa! Ao longo das próximas semanas, farei um resumo daquilo que será, tendo em conta os três sectores da equipa, a possível convocatória da Seleção Nacional.

Comecemos pela defesa e pela baliza, onde existem várias dúvidas. Como titular, com toda a certeza, teremos o “São” Ruí Patrício! Este tem feito uma época suberba, em todos níveis. Vejamos. Ainda no tempo de Domingos, quando a equipa já cambaleava, Rui Patrício fez soberbas defesas que valeram importantes pontos na atual luta da Champions, com o Braga.  No tempo de Sá Pinto, a toada continuou… Quem não se lembra das fantásticas defesas em Donetsk e Manchester? Sem dúvida, um indiscutível na convocatória… Os restantes lugares deverão ser entregues, sem grande discussão, a Eduardo (não percebo muito bem o que este anda a fazer no Benfica) e a Beto, que anda a defender balizas romenas na equipa do Cluj. Salvo uma hecatombe, a nossa baliza esta muito bem entregue, e ainda bem! Com Holandeses e Alemães a fitar a nossa baliza, todo o cuidado será pouco.

 

Nas laterais, a situação já  não é bem a mesma…

À direita, temos um indiscutível João Pereira! Contudo, para além do defesa do Sporting, poucas razões temos para sorrir. Bosingwa, bem afastado por Paulo Bento, não tem mostrado nesta época ser merecedor de um lugar na convocatória. Assombrado por lesões e pelo seu mão feitio, o português lateral do Chelsea tem feito uma temporada bastante abaixo das expectativas. Alargando o horizonte, não se vislumbram grandes melhorias. O único que se apresenta como melhor solução é Sílvio. Não é um Daniel Alves, mas tem mostrado ser possuidor de uma competência credível de convocatória de seleção, podendo fazer também o lado esquerdo.

À esquerda, existe Coentrão. O caxineiro é um dos craques da equipa das Quinas que pode fazer a diferença pelo lado esquerdo com as subidas vertiginosas e a sua garra nos processos defensivos. Esquecendo aquela maldade de Lham, este jogador pode ser preponderante no Euro. Assim como existe a certeza de Coentrão, existe também a incerteza do seu substituto. A única solução que vislumbro é passagem de Sílvio para a esquerda e chamada de Nelson para a direita. O jogador do Bétis tem sido sempre titular e tem feito uma época de excelente nível, ocupando um patamar de qualidade semelhante ao de Sílvio.

Segundo a sabedoria popular, “no meio é que está a virtude”. No que toca à Seleção, nem podia vir mais a calhar! O centro da defesa é o sector mais forte e homogéneo da nossa defesa. Não fosse o apagão de Ricardo Carvalho, teríamos uma defesa ainda melhor. Os dois titulares estão encontrados: Pepe e Bruno Alves, dois monstros da defesa. Grande agressividade, assertividade e, acima de tudo, grande competência! Acredito piamente que estes dois gladiadores serão capazes de colocar Gomez e Van Persie em sentido nos relvados da Ucrânia e Polónia. Os seus suplentes serão certamente Rolando e Ricardo Costa.  O segundo é um mal menor e pode ser bastante útil, como já demonstrou no Valência. O primeiro, que no F.C.Porto tem feito birras que visam provocar a sua saída, tem uma qualidade indiscutível e, se quiser jogar, é uma opção mais que válida para o  centro da defesa.

Caros leitores, comparando com a defesa de anos anteriores, podemos não estar tão bem apetrechados. Mas como já frisei em crónicas anteriores, este Europeu tem de ser o europeu da garra, do querer e da força. Com esta atitude, tenho a certeza que a defesa da seleção não irá vacilar.

 

Cumprimentos, 

João Silva 

 

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